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Brasil Veja dicas para lidar com a ansiedade em tempos de pandemia

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O isolamento prolongado tem cobrado seu preço na saúde mental. (Foto: Reprodução)

A quarentena provocada pela pandemia de Covid-19 não afetou apenas as pessoas que foram contaminadas pelo vírus. No mundo todo, o isolamento prolongado tem cobrado seu preço na saúde mental. Por aqui, essas consequências podem ser atestadas em números.

Segundo uma pesquisa recente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão neste período de quarentena quase dobraram. Os de ansiedade e estresse tiveram um aumento de 80%. Foram entrevistadas quase 1.500 pessoas em 23 estados. Esses sintomas foram agravados por diversos fatores, como a alimentação desregrada, a ausência de acompanhamento psicológico e o sedentarismo.

Outro levantamento, feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) e Unicamp, chegou a conclusões semelhantes. Foram entrevistadas cerca de 45 mil pessoas. Grande parte desse grupo, 40%, disse ter sentido tristeza ou depressão, e 54% se declararam ansiosos/nervosos com frequência.

Para Eduardo Leal, psiquiatra e psicanalista da rede do plano de saúde premium Amil One, o mundo vive uma espécie de síndrome do confinamento, com a sensação de repetição, tédio e impaciência.

“É o que chamamos na psiquiatria de transtorno de adaptação, que consiste em uma série de sinais que ocorrem depois de uma forte fonte de estresse. Podem surgir sintomas de ansiedade, depressão, variadas formas de fobia ou transtorno obsessivo-compulsivo”, explica Eduardo Leal, que tem presenciado essas alterações na prática do consultório.

Para o especialista, é importante não negligenciar esse sentimento, buscando ajuda médica, se necessário. Da mesma forma, focar em atividades prazerosas, como exercícios e o convívio familiar, podem ajudar com o estresse.

Veja a seguir boas atitudes para lidar com ansiedade provocada pela pandemia.

 Terapia On-Line

Conversar com um profissional sobre o estado emocional neste período é uma maneira de compreender esses altos e baixos. Existem várias correntes de psicoterapia disponíveis, e o paciente pode procurar a mais adequada às suas demandas. A cognitivo-comportamental, por exemplo, é muito usada para problemas específicos, com retorno mais rápido. A psicanálise tradicional mergulha nas raízes profundas das aflições. Muita gente tem optado pela telemedicina nos atendimentos durante a pandemia.

Amplie interesses

Manter hobbies antigos ou descobrir novas habilidades pode mudar o foco dos estímulos na pandemia e reduzir os chamados pensamentos reverberantes. Pode ser um idioma, um instrumento musical, um trabalho manual. Essas práticas também funcionam como experiências de atenção plena, assim como a meditação e o mindfulness.

Convívio familiar

A vida digital fez com que as pessoas se fechassem nas suas bolhas de interesse. Na pandemia, esse isolamento revelou-se insuficiente.

Respiro da arte

Literatura, cinema, música. O que seria da humanidade em isolamento sem acesso às manifestações artísticas, seja para tirar por um momento os olhos do noticiário, seja para apontar outras formas de existência?

Vida offline

O individualismo foi exacerbado pelas redes sociais, onde cada um exibe uma versão editada (e impecável) de si. Para o psiquiatra, largar o celular por um tempo na pandemia pode servir para amenizar essas autocobranças de performance e imagem, que geram bastante ansiedade.

Atividade física

Fazer exercícios físicos na quarentena tem uma série de benefícios para a redução da ansiedade. Primeiro, porque manter a rotina dá uma sensação de previsibilidade e segurança importantes para o equilíbrio mental. Além disso, exercitar-se favorece a saúde em geral, melhora a autoimagem e provoca a liberação pelo corpo de substâncias que ajudam a relaxar, como a endorfina e a serotonina.

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