Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 14 de junho de 2015
A presidenta Dilma Rousseff recebeu, sem registrar na agenda oficial, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, no Palácio da Alvorada, em Brasília. A reunião, de mais de uma hora, ganhou destaque no site do Legislativo venezuelano, que exibiu imagens da petista ao lado do segundo nome do chavismo.
Cabello esteve no Brasil à frente de uma comitiva de alto nível enviada pelo presidente Nicolás Maduro, segundo a descrição do site venezuelano. O grupo ficou no País por cinco dias, quando visitou empresas que pertencem à J&F, dona do frigorífico JBS; e a Brainfarma, proprietária da farmacêutica Hypermarcas; além do ex-presidente Lula.
Reservados
Sem alarde, Cabello desembarcou na semana passada em Brasília, onde se encontrou com o vice-presidente Michel Temer e a cúpula do Congresso em compromissos separados e tratados de maneira reservada pelo governo brasileiro.
Conforme o site da Assembleia Nacional, Dilma e Cabello recordaram questões bilaterais alcançadas graças ao amor e ao compromisso do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, que morreu de câncer na região pélvica há dois anos.
Na reunião, a presidenta também reafirmou os acordos com o governo Maduro para manter altos níveis de cooperação, sempre de acordo com as informações da internet.
O presidente da Assembleia venezuelana também esteve no Palácio do Jaburu, residência de Temer. A assessoria do vice-presidente brasileiro informou que ele foi levado ao local pelo empresário Joesley Mendonça Batista, presidente-executivo da JBS.
A visita sigilosa de Cabello também incluiu uma audiência na residência oficial da Câmara, com os líderes Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Cunha disse que foi um encontro de cortesia solicitado pelo venezuelano de última hora, por isso não teria constado na agenda.
O deputado contou que pediu a Cabello que recebesse uma comissão de congressistas brasileiros para avaliar a situação do governo Maduro, que vive uma crise com a oposição, que envolve a prisão de líderes esquerdistas. O dirigente venezuelano ficou de avaliar a solicitação, segundo Cunha.
Relação
Delegações de funcionários de alto escalão dos governos de Venezuela e Estados Unidos se reuniram ontem no Haiti, segundo a chanceler do país sul-americano, Delcy Rodriguez. O processo foi uma tentativa de aproximação para que seja reconstruída as hoje conturbadas relações entre as nações.
Conforme Delcy, o encontro foi de trabalho, com a participação do comissário norte-americano Tom Shannon, responsável por encaminhar a possível normalização do diálogo entre os lados.
Os comentários estão desativados.