Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 27 de maio de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Ilimar Franco
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o vice Michel Temer e o PMDB foram os grandes derrotados. Eles lideraram a luta pelo distritão. PT e PSDB venceram. A mudança dependia do PSDB, mas tucanos mudaram de posição após a fala de Aécio Neves. O partido pagará a conta. Sua relação com Cunha sai estremecida. Ele anunciou que se colocará contra qualquer tentativa futura de mudar o sistema eleitoral.
Ecos da votação
Os tucanos venceram, mas perderam. Eles lideraram a luta contra o distritão. Um importante dirigente político da Casa dizia nessa terça-feira à noite: “Não dá para fazer acordo com o PSDB em nada. Basta um sopro que eles rompem acordos. O PSDB sairá enfraquecido, e ninguém fará mais acordo em nada aqui com eles”. O sopro a que se referia era a declaração feita à tarde por Aécio Neves contra o distritão. Os defensores da mudança ficaram decepcionados com o apoio que tiveram. Imaginavam que perderiam, num resultado muito justo, pois previam alcançar cerca de 290 votos. Os 210 votos que tiveram foram uma derrota de grande envergadura.
Não passará!
Os defensores do distritão fizeram um acordo com os pequenos partidos. Eles não vão votar a favor do fim das coligações, nem pela cláusula de desempenho, como quer o PSDB. Vai prevalecer a do relator Rodrigo Maia. Um parlamentar eleito.
Petistas roeram a corda
Os tucanos cobraram dos petistas por não terem votado a favor do distrital misto. Havia um entendimento nesse sentido. Os petistas alegaram que não tinham segurança sobre os critérios que seriam usados para definir os distritos.
Tensão e descontração
Reunidos para debater o ajuste, os senadores do PT subiram o tom nessa terça-feira. Lindbergh Farias fez duras críticas ao ajuste. Irritado, Paulo Rocha reagiu: “Você não é mais de esquerda do que ninguém aqui”. E passou a citar seu currículo, quando o líder Humberto Costa emendou: “E também é muito modesto”. Gargalhadas.
O previsível e o imprevisível
Os defensores do distritão sabiam que o PT votaria contra, mas os tucanos haviam prometido mais do que os 20 votos de 49 presentes à votação.
Pedindo voto
O senador José Serra (PSDB) passou pela Câmara na votação da reforma política. Fazia um apelo: “Se nada der certo aqui, façam um esforço para votar o meu projeto”. Ele prevê voto distrital para vereador em cidades com mais de 200 mil habitantes.
Bom aluno
Depois de muito bater cabeça, o governo Dilma aprendeu. Nessa terça-feira, na votação do sistema eleitoral, o líder José Guimarães reconheceu que a base estava dividida e, por isso, liberada para votar. O governo tirou o time de campo, não era assunto seu, e o líder encerrou sua oração assim: “Rogamos que a Casa busque o melhor caminho”.
Com Amanda Almeida, sucursais e correspondentes
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