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Geral Dois irmãos brasileiros são presos na Espanha por suspeita de terrorismo e conspiração com o Estado Islâmico

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Os irmãos, segundo os investigadores, estavam imersos num processo de radicalização na internet. (Foto: Reprodução)

A polícia da Espanha prendeu, na segunda-feira (27), em Estepona, Málaga, dois irmãos brasileiros por suspeita de conspiração terrorista e envolvimento com o Estado Islâmico. As investigações da Guarda Civil espanhola e da Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol), em parceria com o FBI (a polícia federal dos EUA) e apoio da Polícia Federal brasileira, apontam que a dupla disseminava na internet propagandas jihadistas e manuais para assassinatos em massa.

A Guarda Civil da Espanha afirma ainda que a Europol identificou uma ligação entre os dois brasileiros presos com outros indivíduos também investigados e detidos em países europeus por vínculo com terroristas islâmicos.

Os irmãos, segundo os investigadores, estavam imersos num processo de radicalização na internet e usavam plataformas de mensagens instantâneas para mostrar seu apoio ao Estado Islâmico. Os dois, ainda segundo as investigações, difundiam material sobre atividades terroristas realizadas em diferentes localidades, manuais para confecção de explosivos e envenenamento, dicas sobre atividades hacker, além de documentos que justificavam a violência e a execução de ações suicidas.

Ainda não está definido se os brasileiros responderão pelo crime na Espanha ou se haverá pedido de extradição.

Os agentes realizaram buscas numa casa associada aos detidos na cidade de Estepona, em Málaga, a fim de recolher mais provas das suas atividades e esclarecer os fatos sob investigação. Os dois homens seguem presos e foram colocados à disposição da justiça de Madrid.

Em 2018, outro brasileiro, Kayke Luan Ribeiro Guimarães, foi condenado na Espanha a 8 anos de prisão por afiliação ao mesmo grupo terrorista.

Recrutadores

Os dois irmãos brasileiros presos são considerados recrutadores de pessoas no Brasil para o grupo terrorista, segundo um investigador da Polícia Federal com conhecimento do caso.

O investigador, que falou à agência Reuters sob anonimato, afirmou que há suspeitas de que Thaylan Padilha Palomanes e Thaunay Padilha Palomanes tenham ligações com um brasileiro que foi preso no dia 11 de junho no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) quando embarcava para uma viagem ao exterior supostamente com o objetivo de se juntar ao Estado Islâmico.

Na ocasião, por ordem judicial, a PF também realizou buscas e apreensões em São José dos Campos (SP) e Barbacena (MG), em uma investigação que apurava a conduta de brasileiros que integrariam e promoveriam o grupo terrorista. “Os irmãos Palomanes são considerados pela PF radicalizadores e recrutadores para o Estado Islâmico”, disse o investigador. As informações são do jornal O Globo, do portal de notícias G1, da agência de notícias Reuters e da CNN.

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