Quarta-feira, 27 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Dólar recua na contramão do exterior e fechou a sexta a R$ 5,48; Ibovespa cai abaixo de 137 mil

Compartilhe esta notícia:

Investidores acompanharam a divulgação de vários indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

O dólar fechou em queda de 0,27% naa sexta-feira (27), cotado a R$ 5,4834. No acumulado da semana, a moeda norte-americana registrou baixa de 0,75%. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, a B3, recuou 0,18%, aos 136.866 pontos.

Com uma agenda recheada nessa sexta-feira, investidores acompanharam a divulgação de vários indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

Por aqui, o destaque ficou com o IGP-M e os novos dados de desemprego da Pnad Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já no exterior, a atenção fica com o núcleo do índice de preços norte-americano PCE, considerado referência para o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Além disso, o mercado ainda repercutiu a decisão do Congresso de derrubar o projeto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Como mostrou o g1, a redução da arrecadação e a resistência do Congresso devem levar a novos cortes no Orçamento, e investidores aguardam qual será o posicionamento do governo para a situação.

Em entrevista à GloboNews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nessa sexta que o presidente Lula (PT) acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para analisar se a decisão da Câmara dos Deputados de derrubar o aumento do IOF fere ou não a autonomia entre os poderes.

Lá fora, o fim do prazo de suspensão do tarifaço de Donald Trump também seguiu no radar. O número de acordos firmados ainda é baixo e reacende preocupações com a guerra comercial.

Dólar

– Acumulado da semana: -0,75%;

– Acumulado do mês: -4,10%;

– Acumulado do ano: -11,27%.

Ibovespa

– Acumulado da semana: 0,18%;

– Acumulado do mês: -0,12%

– Acumulado do ano: +13,79%.

Agenda recheada

Com uma agenda econômica recheada nessa sexta-feira, investidores repercutiram uma série de dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

No Brasil, o destaque ficou com a taxa de desemprego de maio, que recuou para 6,2% e atingiu 6,8 milhões de pessoas no período. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, o resultado da Pnad indica que o mercado de trabalho está no melhor patamar dos últimos dez anos.

A pesquisa também mostrou que o contingente de pessoas com carteira assinada no setor privado atingiu um novo recorde no trimestre encerrado em maio, com um total de 39,8 milhões de pessoas.

Outro destaque ficou com o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que recuou mais do que o esperado em junho, a 1,67%, depois de ter registrado queda de 0,49% no mês anterior. Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança de Serviços no Brasil, também divulgada pela instituição, também registrou queda neste mês, diante da deterioração das perspectivas tanto sobre a situação atual quanto futura.

Já nos EUA, as atenções ficaram voltadas para o índice de preços PCE, que registrou uma alta de 0,1% em maio, mesma taxa de abril. No acumulado em 12 meses, a inflação medida pelo PCE foi de 2,3%, ante 2,2% em abril. Os dados são do Departamento de Comércio norte-americano.

O órgão também indicou que os gastos dos consumidores do país tiveram uma queda inesperada em maio, uma vez que diminuiu o impulso de compra preventiva de bens, como veículos automotores, antes da imposição de tarifas. Nesse caso, o recuo foi de 0,1%, após ganho revisado de 0,2% em abril.

O resultado animou os mercados, uma vez que reforça a perspectiva de que o Fed deve cortar os juros em breve. Nesta sexta-feira, o presidente da distrital de Minneapolis do BC norte-americano, Neel Kashkari, reforçou que o arrefecimento da inflação deve permitir que a instituição corte os juros duas vezes neste ano.

O dado foi bem recebido pelo mercado e tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq atingiram máximas recordes logo após a divulgação.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Defesa Civil alerta para chuvas intensas na madrugada de sábado para domingo no Rio Grande do Sul
Homem esfaqueia duas mulheres, faz criança refém e é preso no Centro de Porto Alegre
Pode te interessar