Terça-feira, 01 de Dezembro de 2020

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Economia Dólar fecha em leve queda após recuperação do crédito em setembro

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Bolsa caiu 0,24%, mas manteve-se acima de 100 mil pontos.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Bolsa volta a subir e acumula alta de 11,4% em novembro. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Num dia de tensões no mercado externo e de divulgação de dados econômicos no Brasil, o dólar encerrou com leve queda depois de uma sessão volátil. A bolsa de valores também caiu, mas conseguiu manter-se acima dos 100 mil pontos. O dólar comercial fechou esta segunda-feira (26) vendido a R$ 5,612, com recuo de R$ 0,015 (-0,27%). A cotação alternou momentos de alta e de baixa ao longo da sessão. Na máxima do dia, por volta das 9h50, chegou a R$ 5,66.

A divisa foi influenciada pelo mercado internacional. A proximidade das eleições norte-americanas, na próxima semana, e a segunda onda de casos de Covid-19 na Europa abalaram os mercados. Neste fim de semana, a Espanha entrou em estado de emergência e a França anunciou recorde de novos casos diários.

No entanto, o dólar passou a cair depois que o BC (Banco Central) divulgou os dados do crédito no Brasil em setembro. Apesar de as taxas médias do cheque especial terem subido no mês passado, os juros de diversas modalidades de crédito caíram, o estoque de crédito na economia brasileira aumentou 1,9%. A inadimplência também caiu, sugerindo o início de um ciclo de recuperação econômica.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, encerrou a segunda-feira aos 101.017 pontos, com queda de 0,24%. O indicador chegou a subir 0,52% durante a manhã, mas reverteu o movimento. Depois de cair 1,48% por volta das 14h30, o índice desacelerou a queda até fechar próximo da estabilidade.

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 2,99%

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu de 2,65% para 2,99%. A estimativa está no boletim Focus desta segunda, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2021, a estimativa de inflação subiu de 3,02% para 3,10%. A previsão para 2022 e 2023 não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

O cálculo para 2020 está acima do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Essa meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC.

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,75% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

PIB e dólar

As instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para a queda da economia brasileira este ano de 5% para 4,81%. Para o próximo ano, a expectativa para PIB (Produto Interno Bruto) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 3,42%. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando expansão do PIB em 2,50%.

A previsão para a cotação do dólar é encerrar o ano em R$ 5,40. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,20.

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