Segunda-feira, 19 de Abril de 2021

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Mundo Dono no Brasil da Claro, Net e Embratel, Carlos Slim lidera a lista de 51 bilionários na América Latina

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O mexicano Carlos Slim, da América Móvil, é o homem mais rico da América Latina. (Foto: Reprodução)

O magnata mexicano das telecomunicações Carlos Slim é a décima sexta pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna de US$ 62,8 bilhões, e lidera o ranking de 51 latino-americanos que integram a lista anual dos bilionários da revista Forbes de 2021.

Slim, de 81 anos, presidente honorário da América Móvil, caiu quatro posições no ranking. Apesar de ter aumentado sua fortuna em cerca de US$ 10 bilhões em 2020, ele ocupava a décima segunda posição entre os mais ricos.

Com a décima sexta posição, o empresário mexicano caiu 11 posições desde 2019, quando ficou em quinto lugar, com uma riqueza de US$ 64 bilhões.

Mesmo assim, Slim é o primeiro dos 51 latino-americanos que aparecem na lista da Forbes. Entre as nacionalidades, os brasileiros dominam com um total de 15 pessoas.

No entanto, desde 2018 o número de latino-americanos com mais de US$ 1 bilhão caiu significativamente: anteriormente havia 89 pessoas que faziam parte desse seleto grupo.

Em segundo lugar entre os latinos mais ricos está outro mexicano, Germán Larrea Mota Velasco, que junto com sua família é dono da maior mineradora de cobre em seu país, o Grupo México. Sob sua liderança também está um negócio de infraestrutura e de transporte ferroviário .

Desde o ano passado, Larrea subiu quase 60 posições na lista, passando da 118ª posição em 2020 para a 61ª em 2021, com um aumento significativo em sua fortuna, que passou de US$ 11 bilhões para US$ 25,9 bilhões em um ano, segundo a Forbes.

A terceira latina da lista é a chilena Iris Fontbona e sua família, que herdou o império de mineração e bebidas de seu falecido marido, Andrónico Luksic, que morreu de câncer em 2005.

Fontbona e seus dois filhos controlam a Antofagasta Plc, que detém minas de cobre no Chile, e também possuem ações majoritárias na Quiñenco, um conglomerado chileno dos setores bancário, de cerveja e de manufatura.

A fortuna da empresária chilena disparou de US$ 10,8 bilhões em 2020 para US$ 23,3 bilhões em 2021, razão pela qual ela subiu 50 posições no ano passado, da 124ª para 74ª colocação.

Entre as 200 pessoas mais ricas do mundo estão também o mexicano Ricardo Salinas Pliego, em 166º lugar, com US$ 12,9 bilhões; o brasileiro Marcell Hermann Telles, que ocupa a 191ª posição com US$ 11,5 bilhões; e o também brasileiro Jorge Moll Filho, da Rede D’Or, que após cinco vezes dobrar sua fortuna em um ano chega à posição 194 com US$ 11,3 bilhões.

Entre os latinos que estrearam na lista destacam-se os irmãos brasileiros Safra, que ocupam a 358ª posição, com US$ 7,1 bilhões; e Guilherme Benchimol, da XP Inc., também do Brasil, que entra na 1.205ª posição, com US$ 2,6 bilhões.

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