Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de outubro de 2015
Há pouco o que esperar da próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que decide os rumos da taxa básica de juros, a Selic. O órgão se reúne na terça-feira e na quarta-feira. Há um consenso entre os economistas de que os juros serão mantidos em 14,25% ao ano.
Dois fatores levam a essa conclusão. O primeiro é o aprofundamento da recessão. Praticamente todos os indicadores da economia estão sendo revistos para pior. Na sexta-feira, o Estado de S. Paulo teve acesso às previsões do Comitê de Macroeconomia da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que costumam ser divulgadas às vésperas do Copom. O grupo, com mais de 20 economistas-chefes de instituições financeiras de diferentes portes, foi unânime: os juros não vão subir, porque mais juros vão agravar um cenário já muito ruim. “Por unanimidade se estimou que o Copom não sobe os juros nos próximos meses e, se mexer, vai ser para reduzir, no final de 2016”, disse Marcelo Carvalho, economista do Banco BNP Paribas Brasil e presidente do comitê.
A outra razão para o Copom deixar as coisas como estão agora é “o aumento da incerteza”. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, tem uma analogia para a situação. “Vamos supor que a gente tivesse um painel de controle para monitorar o País. Hoje, as coisas ali estão turvas e não dá para traçar nenhum cenário”, disse Goldfajn. “O problema hoje não está no Banco Central. O problema é político-fiscal: a incapacidade de se aprovar no Congresso as medidas do ajuste. Vamos supor que se aprovem duas ou três – isso já melhoraria o cenário, então, é preciso esperar um pouco.” (AE)
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