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Economia Eike Batista e Mário Garnero se unem para voltar aos negócios bilionários

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Eike Batista, com o microfone, e Mário Garnero – segundo à esquerda. (Foto: Divulgação/Protagonistas do Brasil)

Os empresários Eike Batista e Mário Garnero, dois dos nomes mais conhecidos – e polêmicos – do mundo dos negócios no País nas últimas décadas, estão se unindo para uma empreitada conjunta. Fundadores, respectivamente, do grupo EBX e da Brasilinvest (uma empresa de investimentos e de representação de negócios internacionais), eles assinaram compromisso para a realização de projetos em três frentes, ligadas à logística, infraestrutura e ao agronegócio.

A parceria entre Eike e Garnero chama atenção por reunir dois dos nomes que, no passado, estiveram entre os mais proeminentes do cenário empresarial brasileiro, com forte atuação entre as décadas de 1970 e o início de 2010. Ambos construíram carreiras com projeção internacional à frente de empreendimentos ambiciosos, mas também enfrentaram dificuldades e polêmicas, tanto na área empresarial quanto na jurídica – que resultaram em condenações e até prisão no meio do caminho. No caso de Garnero, uma condenação por fraude financeira, depois anulada pelo Supremo Tribunal Federal. No de Eike, uma prisão por suposto envolvimento em crimes investigados na Operação Lava Jato.

O memorando da nova empreitada foi assinado no fim do mês passado durante almoço, em São Paulo, do grupo de empresários Protagonistas do Brasil, realizado com o clube Master Mind & Fórum das Américas, que tem Álvaro Garnero, filho de Mário, entre os sócios. A parceria envolve a entrada de investidores, nacionais e estrangeiros, que financiariam os projetos. Os nomes, no entanto, ainda não foram divulgados.

Dois deles têm relação com o Porto do Açu, localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro. E envolvem o desenvolvimento de um terminal com tanques para petróleo e grãos, além do desenvolvimento de uma “cidade inteligente” nos arredores. Idealizado por Eike, o porto foi vendido em 2013 com a LLX (empresa que administrava o empreendimento) para o grupo americano EIG. Posteriormente, essa empresa se uniu ao fundo soberano Mubadala Investment Company, dos Emirados Árabes Unidos, e deu origem à Prumo Logística, que administra o terminal atualmente.

O terceiro projeto incluído na parceria prevê o desenvolvimento de uma variedade de cana-de-açúcar com maior densidade de fibras que poderia ultrapassar os 5 metros de altura. Esse projeto já havia sido apresentado por Eike a empresários, duas semanas atrás, em encontro do grupo Lide, de João Doria, no Rio de Janeiro.

Mais produção

Chamada de “cana celulose”, ou simplesmente de “supercana”, o projeto traz a promessa de permitir a produção três vezes maior de etanol por hectare ou, pelo menos, sete vezes mais bagaço, matériaprima que pode ser transformada em plástico vegetal ou papel e celulose, segundo Eike. “A queima da biomassa da cana rende 20 dólares (R$ 111) por tonelada. Se for utilizada para produzir plástico, dá 1 mil dólares (R$ 5,57 mil)”, afirma o empresário. “Sem contar que a ‘supercana’ não precisa ser trocada a cada cinco anos, mas a cada dez.”

Segundo Garnero, a parceria teve início quando a Brasilinvest foi procurada por investidores de Dubai interessados em expandir negócios no Brasil. “Uma das áreas de interesse deles é o setor de petróleo, além de investimentos no mercado de lubrificantes. Firmamos um acordo com uma das companhias, da qual somos representantes no Brasil”, explica Garnero, sem revelar o nome da empresa. Ele acrescenta que a identidade da companhia será divulgada em outubro, quando os investidores estarão no País para assinar o contrato referente aos tanques.

O investimento para começar o projeto está estimado em R$ 700 milhões. Os tanques poderiam servir para estocar petróleo importado e deixar armazenado até a sua venda.

A Brasilinvest tem um longo histórico de relacionamento com as famílias reais e empresários dos países árabes. Tem, no seu conselho, a participação do xeque Salman bin Khalifa Al Khalifa, da família regente do Bahrein e ministro das finanças do país. A empresa também firmou um acordo para projetos de energia limpa com a Enertech, controlada pelo fundo soberano do Kuwait, que dedicou ativos de US$ 850 milhões (R$ 4,7 bilhões) para projetos no Brasil e tem acordo com a Eletrobras para financiar até 20 gigawatts (GW) gerados por fontes limpas, segundo Garnero. Além de ter acordo com a casa real de Dubai, também representa a Enoc (Emirates National Oil Company), petrolífera de Abu Dhabi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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https://www.osul.com.br/eike-batista-e-mario-garnero-se-unem-para-voltar-aos-negocios-bilionarios/ Eike Batista e Mário Garnero se unem para voltar aos negócios bilionários 2024-09-08
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