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Brasil No Fórum Mundial em Davos, o ministro da Agricultura do Brasil vai atacar “lendas” sobre desmatamento em nosso País

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Ministro durante evento em Berlim. (Foto: Divulgação/MAPA)

O governo brasileiro tentará convencer líderes internacionais durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, de que a produção agrícola no País não é a fonte de desmatamento e que dados coletados de satélite revelam que apenas 9% do território nacional é usado para cultivos.

A tarefa de tentar modificar a imagem do Brasil no exterior caberá ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi. Segundo ele, as informações veiculadas sobre o desmatamento no País seria uma forma de minar a concorrência das exportações nacionais.

Segundo ele, à medida em que o Brasil ganhava destaque internacional no setor exportador, as críticas passaram a aumentar. “Muitos nos viam como ameaça, como um competidor, como de fato somos”, disse. “Ao longo desses anos, passaram a acusar o Brasil que não respeitar os direitos trabalhistas e ambientais. Esse ambiente foi se consolidando”, constatou.

Blairo, porém, insiste que agora é a vez de o País começar a reagir e que isso será feito em Davos. “O que nos resta a fazer é enfrentar esse assunto, com dados científicos e que possam ser auditados por qualquer um”, apontou.

Aos empresários e líderes estrangeiros, o ministro revela que vai apresentar dados coletados pela Embrapa e que mostram o cenário da produção no País, feito a partir de imagens de satélite.

“Temos apenas 9% do território ocupado pela agricultura, 13% pela pecuária e mais 8% para a pecuária em pastagens naturais”, disse. “O Brasil, portanto, é um País que alterou muito pouco o que nós tínhamos quando Pedro Álvares Cabral chegou”, insistiu.

“63% das áreas ainda estão preservadas. Nenhum País do mundo tem mais isso. Vamos agora fazer um levantamento sobre outros países e comparar”, prometeu.

Segundo ele, nos EUA, o resultado desse levantamento foi o inverso do brasileiro em termos de ocupação. “Vamos fazer agora esse levantamento sobre nossos críticos, como Alemanha, França, e mostrar o que temos e o que eles tem”, disse.

“Nós fizemos a coisa certa. Vocês (europeus) que ficam inventando história contra nós e que depois viram lendas urbanas. Agora, temos dados científicos para confrontar isso”, completou.

Campanhas

Não foi a primeira defesa internacional do ministro. Recentemente, em discurso no GFFA (Fórum Global para a Alimentação e a Agricultura), em Berlim, Blairo Maggi destacou avanços tecnológicos alcançados pelo Brasil nos últimos anos e os cuidados ambientais previstos na legislação brasileira. Maggi ressaltou que o Brasil encontrou algumas respostas para o desafio do planeta de produzir alimentos para mais 1 bilhão de pessoas até 2030, crescimento populacional previsto pela Organização das Nações Unidas.

Maggi fez questão de frisar que “campanhas mal-intencionadas de competidores ineficientes tentam denegrir a trajetória mais vitoriosa de um País tropical no mercado internacional agropecuário”. E acrescentou que “o exemplo inovador do Brasil, aliando produção com sustentabilidade poderá minimizar os efeitos do aquecimento global, conservar a biodiversidade, contribuir para a segurança alimentar e para a qualidade de vida no planeta”.

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