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Brasil Em mensagem de Páscoa, o presidente Temer disse que é preciso “pacificar e reunificar” o País

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Ele comparou as medidas adotadas pelo seu governo ao significado da Páscoa.(Foto: Folhapress)

Em uma mensagem publicada no Twitter na manhã deste domingo (01) o presidente Michel Temer afirmou é necessário “pacificar e reunificar” o País.

Ele comparou as medidas adotadas pelo seu governo ao significado da Páscoa. “Páscoa é passagem para uma nova vida. É o que está acontecendo no Brasil hoje. Saímos da pior recessão de nossa história e estamos oferecendo ao brasileiro um País revigorado”, diz o texto.

O presidente não tem compromissos oficiais registrados em sua agenda. Após a prisão de aliados pela Polícia Federal, que foram soltos na noite de sábado (31). Temer cancelou uma viagem que faria a São Paulo. Neste feriado, até o momento, a mensagem de Páscoa foi a única manifestação pública do emedebista. “Precisamos, agora, com o espírito da Páscoa, pacificar e reunificar a nossa gente”, escreveu o presidente.

GSI

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República prevê que será necessário reforçar medidas de proteção ao presidente Michel Temer neste ano, principalmente, caso ele leve adiante o plano de disputar a reeleição. O acirramento do debate político, evidenciado pelos tiros disparados contra ônibus da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elevou a preocupação com a segurança do emedebista.

Autoridades do governo avaliam que se instaurou no País, de maneira inédita, um clima de rivalidade e ódio político, como ficou patente nos confrontos entre militantes petistas e opositores ao longo do trajeto da caravana de Lula. Segundo uma fonte ouvida sob a condição de anonimato, o “humor” da campanha preocupa e não haveria como oferecer “garantia absoluta” de segurança a Temer.

O Planalto ainda não decidiu quais medidas práticas adotará, mas estuda formas de redobrar os cuidados com a exposição de Temer, sobretudo em eventos públicos – sem ferir a legislação eleitoral, para não caracterizar favorecimento ao presidente. Mesmo durante a campanha, cabe aos militares do GSI coordenar a segurança do presidente e familiares. Os demais candidatos, quando solicitam, dispõem de equipes de escolta da PF (Polícia Federal), depois das convenções partidárias.

Amigos soltos

Poucas horas depois de o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso revogar as prisões temporárias da Operação Skala, os presos deixaram a carceragem da Polícia Federal de São Paulo no final da noite de sábado. Entre os que foram soltos estavam dois amigos do presidente Michel Temer — o advogado José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, e João Baptista Lima Filho, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo, além do ex-ministro Wagner Rossi.

Temer é investigado neste caso, cujo inquérito apura se o presidente, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário de Santos em troca de suposto recebimento de propina. Nove presos estavam detidos desde a última quinta-feira, quando a operação foi deflagrada, na sede da PF em São Paulo e uma na sede da PF no Rio de Janeiro.

Dentre os acusados, o ex-ministro Wagner Rossi foi o único que falou rapidamente com a imprensa. Como já havia feito ao ser preso, Rossi voltou a negar qualquer relação com as irregularidades apontadas pela PF.

 

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