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Política Embaixador dos Estados Unidos no Brasil anuncia aposentadoria. Ele se aproximou da família Bolsonaro e fez churrasco para o presidente

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Embaixador construiu um acesso privilegiado ao governo brasileiro e à família presidencial. (Foto: Alan Santos/PR)

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, anunciou inesperadamente sua aposentadoria do Departamento de Estado. Em uma postagem nas redes sociais, ele divulgou declaração em que relata ter escrito ao presidente Joe Biden para comunicar sua decisão, vista como surpreendente em Brasília.

“Com emoções mistas, escrevi ao presidente Biden para informá-lo da minha decisão de me aposentar do serviço público depois de 30 anos de carreira no Departamento de Estado”, afirmou Chapman, em sua declaração.

Ele acrescentou que passará os próximos 30 dias no Brasil, ainda como embaixador dos Estados Unidos, antes de partir.

“Após minuciosa consideração, minha esposa Janetta e eu estamos convencidos de que este é momento propício, por várias razões positivas, para nos mudarmos para Denver, Colorado, para viver mais perto de nossos dois filhos e nora e realizar novas oportunidades profissionais e interesses pessoais de longa data”, disse.

Chapman tem pouco mais de um ano à frente da representação americana em Brasília. Apesar de muito ativo, sua atuação ficou muito limitada pela pandemia, que restringia viagens e encontros pessoais. Diplomata de carreira, ele já passou por oito países e viveu 12 anos no Brasil, incluindo passagem anterior pela própria embaixada. Na juventude, estudou numa escola em São Paulo, onde seu pai trabalhava. Domina perfeitamente o português.

Devido à proximidade entre Jair Bolsonaro e o ex-presidente Donald Trump, Chapman construiu um acesso privilegiado ao governo brasileiro e à família presidencial. À frente da embaixada, atuou fortemente na costura de um acordo de facilitação de comércio (simplificação aduaneira) entre os dois países e na cooperação para combater a pandemia.

Com a eleição de Biden e a mudança de administração em Washington, o embaixador continuou mantendo sua postura sempre ativa, mas com nova abordagem. Alinhando-se às novas prioridades da Casa Branca, deu mais ênfase a questões ambientais e à agenda de combate ao aquecimento global, que são pontos de fricção entre Brasil e Estados Unidos.

No Itamaraty, porém, comenta-se frequentemente que — mesmo durante a gestão Ernesto Araújo — houve o estabelecimento de relações cordiais e fluidas com o governo democrata em Washington.

“Com a oportunidade de passar tanto tempo da minha vida no Brasil, tenho grande admiração, respeito e carinho pelo Brasil e pelo povo brasileiro. Quando o meu tempo como embaixador dos EUA concluir, minha relação com o Brasil continuará para sempre”, tuitou Chapman, já em tom de despedida.

Na declaração que escreveu, postada no site da embaixada, ele termina: “Que a forte amizade entre o povo americano e o povo brasileiro continue a florescer nos anos vindouros, tarefa à qual continuarei dedicado para o resto da minha vida. Obrigado, amigos brasileiros, a gente se vê!”

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