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Política Polícia Federal pede mais tempo para dois inquéritos sobre Renan Calheiros e quer ouvi-lo

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O senador é relator da CPI da Pandemia. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A Polícia Federal quer mais tempo para concluir dois inquéritos que investigam o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia. Em pedidos submetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), o delegado Wedson Cajé Lopes pediu mais 60 dias para avançar na apuração acerca do suposto recebimento de propina por Renan em troca de vantagens a empresários em duas medidas provisórias aprovadas pelo Congresso, e na investigação sobre se o emedebista alagoano foi beneficiado por desvios no Postalis, fundo de pensão dos Correios.

Além de Renan Calheiros, os dois casos têm uma figura em comum: o lobista Milton Lyra, conhecido como Miltinho, apontado pelas investigações como operador financeiro do senador.

A solicitação para estender o prazo do inquérito relacionado às MPs foi feita no último dia 7 e será analisada pela ministra Rosa Weber, relatora da investigação no Supremo. Nesta investigação, a PF apura se Lyra repassou a Renan Calheiros dinheiro do empresário Richard Klien, dono da Multiterminais e então sócio de Daniel Dantas na empresa de terminais portuários Santos Brasil, em troca de benefícios nas MPs 595, conhecida como MP dos Portos, que estabeleceu o novo marco regulatório do setor, e 612, que desonerou a folha de pagamento a 14 setores da economia e alterou a contribuição patronal do INSS. Os dois textos tramitaram no Senado 2013, quando Renan era presidente da Casa.

A Credpag Consultoria, de Milton Lyra, recebeu 733.003 reais da Multi Sts Participações, de Klien, em maio de 2014. Segundo os investigadores, a empresa “foi utilizada por diversas vezes” por Milton Lyra para “recebimento e movimentação de recursos de origem ilícita”. E-mails encontrados pela PF mostram relação próxima entre o empresário e o lobista e mensagens em que Klien cita Renan, ou combina com Lyra uma doação de 200.000 reais ao Diretório Nacional do PMDB em 2012.

Entre as pendências do inquérito, o delegado cita a oitiva do próprio Renan, além das de Klien e Lyra. A investigação também está de olho em um repasse de cerca de 700.000 reais feito pela ALL, gigante da logística, a uma empresa de Victor Colavitti, lobista ligado a Lira, em 2013. Ex-CEO da ALL no Brasil, Alexandre Santoro é citado em e-mails entre Klien e Lyra. Em seu despacho, o delegado diz que a PF apura a “possível atuação conjunta de Milton Lyra, Alexandre Santoro e Richard Klien para obter as alterações legislativas almejadas pelos empresários”.

O pedido por mais tempo para investigar o caso do Postalis, assinado no dia 26 de maio, será analisado pelo ministro Luís Roberto Barroso. A apuração mira o suposto recebimento de propina em um esquema originado no apadrinhamento de Renan a funcionários de alto escalão do fundo de pensão dos Correios entre 2010 e 2016.

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