Sábado, 08 de Maio de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
24°
Mostly Cloudy / Wind

Tecnologia Empresas de energia solar crescem na esteira da alta no setor

Compartilhe esta notícia:

Franquia abriu 40 unidades desde o fim do ano passado.

Foto: Reprodução
Franquia abriu 40 unidades desde o fim do ano passado. (Foto: Reprodução)

O segmento de energia solar fotovoltaica teve um bom ano em 2020. A capacidade de geração de energia solar (limpa e renovável) saltou 64% na comparação com 2019, chegando a 7,6 gigawatts de potência operacional, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

No segmento da geração distribuída, que é o que atende o consumidor residencial majoritariamente (73% dos sistemas instalados) e onde operam a maioria dos negócios do setor, grande parte deles de pequeno e médio portes, esse aumento foi ainda mais expressivo: 100% mais capacidade de gerar energia solar entre 2020 e o ano anterior, saindo de 2,1 GW em 2019 para 4,5 GW no ano passado.

Aumento de capacidade de geração de energia solar significa um volume maior de negócios, de consumidores de energia solar – o Brasil chegou a meio milhão de projetos instalados – e investimento no setor. Dos R$ 13 bilhões injetados em 2020, 80% foram para a geração distribuída.

A Entec Solar, do Paraná, por exemplo, viu o número de projetos de energia solar contratados mais do que dobrar em 2020, indo de 20 a 50 por mês. A equipe, que era de oito vendedores do início do ano passado, saltou para mais de 20 em 2021.

Especializada em projeto e instalação dos equipamentos para geração local de energia solar, a companhia precisou readequar sua estratégia com a pandemia. “Começamos a vender mais para residências e atuar no digital, com estratégias de posicionamento em sites de busca e um primeiro contato por telefone, já que não era possível visitar as empresas, nosso principal foco antes da pandemia”, conta um dos sócios, Jessé Silva.

O interesse pelo negócio aumentou também e, com isso, ele abriu uma filial na mesma cidade onde fica a sede, Curitiba, e outra em Santa Rosa (RS).

A alta demanda combina com um segmento tão promissor – hoje, a energia solar corresponde a 1,6% da matriz energética brasileira, mas deve chegar a 38% em 2050, diz o presidente-executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia.

Além disso, os valores brutos dos projetos chamam a atenção neste momento de crise e desemprego em alta: instalar um gerador de energia solar em residência pode custar entre R$ 15 mil e R$ 25 mil. Se a empreitada for em negócio, o valor aumenta bastante: R$ 300 mil a R$ 400 mil, em média.

“O número de novas empresas no setor cresce a uma média de 450 por mês no País”, explica o fundador e CEO do Portal Solar, Rodolfo Meyer. O portal, que nasceu uma startup em 2014, se transformou no maior marketplace do segmento, que congrega fabricantes, fornecedores e os instaladores, que na ponta da cadeia atendem o consumidor final.

Consórcios ou cooperativas

Outra possibilidade de atuação, em crescimento também, é na geração distribuída remota – via consórcios ou cooperativas. Nessa modalidade, a empresa cria um sistema solar mais robusto, em um terreno a que chamam de “fazenda” e as residências ou comércios que tenham interesse se associam, pagando uma mensalidade e tornando-se os donos daquele gerador de energia solar, que pode estar localizado até em outra cidade.

Como a substituição da energia elétrica pela solar, na conta, é feita por compensação, não é preciso estar gerando a energia solar necessariamente no local onde se mora ou trabalha.

No ano passado, a companhia realizou 11 projetos desse tipo. Estão com 17 agora, incluindo grandes clientes, como Vivo e Santander. A previsão é chegar a 20 em 2021. “Uma fazenda geradora, nesse sistema, pode gerar energia solar para até umas quatro mil residências”, explica o diretor da Gera Soluções, Ramon Oliveira.

Por enquanto, ele só atende clientes comerciais ou residências com contas de energia acima de R$ 500 mensais. Ou seja, usuários com consumos mais expressivos, porque, operacionalmente, é mais complicado administrar muitas residências no mesmo sistema do que algumas poucas que gastam mais.

A empresa tem, no entanto, interesse em passar a atender consumidores com consumos menores e, para Oliveira, esse é um segmento que deve crescer ainda mais.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Tecnologia

Depois de aglomeração de Bolsonaro no Ceará, Tasso cobra instalação imediata da CPI da Covid no Senado
O coronavírus é um “mestre” em misturar seu genoma e preocupa cientistas
Deixe seu comentário
Pode te interessar