Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de dezembro de 2015
Depois de dois meses consecutivos de queda na comparação mensal, o nível de endividamento dos brasileiros voltou a crescer em dezembro atingindo 61,1% das famílias – resultado 0,1 ponto percentual superior aos 61% do nível de endividamento registrado em novembro e 1,8 ponto percentual superior ao de novembro do ano passado.
A constatação é da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que divulgou o resultado da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).
Para a CNC, apesar da sazonalidade favorável do período, com o recebimento do 13º salário, todos os componentes da pesquisa apresentaram alta, elevando a proporção das famílias que relataram ter dívidas com cheques pré-datado e especial, cartão de crédito, carnês de lojas, empréstimos pessoais e prestação de carro e seguro.
A piora nos indicadores de endividamento e inadimplência ocorreu, segundo a economista da CNC Marianne Hansen, mesmo com a retração do consumo. “Observamos uma retração nos indicadores de consumo das famílias, sobretudo em relação aos bens duráveis, mas o aumento das taxas de juros e a redução do emprego e da renda real motivaram a piora nos indicadores de endividamento e inadimplência.”
Na comparação mensal, o aumento do endividamento ocorreu só no grupo de famílias com renda superior a dez salários. (ABr)
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