Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de dezembro de 2023
O setor elétrico se prepara para uma mudança significativa a partir de 2024, quando entra em vigor uma nova regra que permitirá a todos os consumidores conectados em tensão acima de 2,3 kilovolts (kV), conhecidos como grupo A, escolher seu fornecedor de eletricidade, aderindo ao chamado mercado livre de energia.
Na prática, isso vai significar que empresas com contas de luz superiores a R$ 10 mil poderão trocar seu fornecedor de energia, uma opção até hoje disponível apenas para companhias com custos mensais superiores a R$ 50 mil – atualmente, só podem aderir ao mercado livre consumidores com demanda superior a 500 quilowatts (kW).
A mudança significa uma grande oportunidade de redução de custos para pequenas e médias empresas – potenciais novos clientes para geradoras e comercializadoras –, com impactos no mercado das distribuidoras de energia.
O momento do mercado traz vantagens para a troca. Com reservatórios de hidrelétricas cheios e a perspectiva de crescimento econômico ainda lento, os preços da energia para 2024 estão em patamares historicamente baixos.
A avaliação é de que há uma sobreoferta estrutural de energia no País, o que ajuda a manter o valor do megawatt-hora (MWh) no mercado livre de energia abaixo dos R$ 120. Com isso, as comercializadoras têm oferecido descontos que podem chegar a 40% em relação à conta de luz das distribuidoras – e ainda garantindo boa rentabilidade no negócio.
Estimativas da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) apontam que 165 mil empresas poderão trocar de fornecedor de energia elétrica. Parte desse contingente, porém, estimado em mais de 90 mil consumidores, já aderiu ao modelo de geração distribuída, restando, portanto, um grupo de mais de 70 mil unidades consumidoras com potencial para migrar ao mercado livre, segundo projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Os comentários estão desativados.