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Brasil Epidemia de H1N1 no Brasil é a mais mortal desde 2009; RS registra 127 mortes

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Em 2016, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta semana, 886 pessoas faleceram por H1N1. (Foto: Jackson Ciceri/ O Sul)

Desde 2009, quando a pandemia do H1N1 matou mais de 2 mil pessoas no Brasil, o país não registrava um número tão alto de vítimas pelo vírus.

Em 2016, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta semana, 908 pessoas faleceram por H1N1.

No Rio Grande do Sul subiu para 135 o número de óbitos por Gripe A. Destes, 127 foram por Influenza A (H1N1) e outros oito por Influenza A (não subtipado).

Ao todo, o Estado já teve 814 casos de Gripe A neste ano.  Os dados foram atualizados nesta sexta-feira (17) pela Secretaria Estadual da Saúde.

Vírus precoce 
De acordo com o médico Caio Rosenthal, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o vírus chegou “antes do previsto” e pegou todo mundo desprevenido, sem anticorpos.

“Como a epidemia veio antes do esperado, a população vulnerável, ou seja, sem vacina, estava desprotegida”.

“Assim que a vacina começou a ser distribuída, os casos reduziram consideravelmente. Então, só posso imaginar que era uma população que estava sem anticorpo natural e vacinado”, completou Rosenthal.

A antecipação da temporada de gripe no Brasil foi atípica, segundo especialistas. “O esperado seria ter o pico de casos no mês de julho. O que está acontecendo neste momento [em abril] é uma antecipação de circulação do H1N1”, disse a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no Hemisfério Norte. Não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus.

Ao todo, foram notificados 4.581 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 em 2016. A SRAG é uma complicação da gripe. Em 2015, foram 141 casos de SRAG, em 2014, 465 casos e em 2013, 3.733 casos.

A pandemia de 2009

O registro de 2.060 mortes no Brasil em 2009 ocorreu quando a vacina ainda estava em desenvolvimento. Ela passou a ser aplicada em 2010, quando o governo brasileiro anunciou que iria imunizar 92 milhões de pessoas.

Em 2013, o Brasil também registrou outro pico da epidemia: foram 768 mortes.

O termo pandemia, a que se refere os registros da doença em 2009, é utilizado quando uma epidemia se espalha ao redor do mundo.

A gripe A, causada pelo vírus H1N1, vitimou 18,5 mil pessoas entre abril de 2009 e agosto de 2010. Um estudo da época publicado pela revista médica “The Lancet Infectious Diseases” mostra que a pandemia foi mais mortal do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acreditava – o número de mortes foi até 30 vezes maior e que tenha ficado entre 151,7 mil e 575,4 mil.

O sudeste asiático e a África sofreram 59% de todos os óbitos atribuídos ao H1N1 – as regiões abrigam 38% da população mundial. (Carolina Dantas e Mariana Lenharo/AG)

Número de mortes por H1N1 por estado em 2016

São Paulo: 402
Rio Grande do Sul: 127 (atualizado nesta sexta-feira, 17)
Paraná: 72
Goiás: 46
Rio de Janeiro: 42
Santa Catarina: 28
Mato Grosso do Sul: 33
Espírito Santo: 26
Minas Gerais: 23
Bahia: 19
Pará: 21
Pernambuco: 14
Distrito Federal: 12
Paraíba: 9
Ceará: 8
Mato Grosso: 6
Rio Grande do Norte: 7
Alagoas: 5
Amapá: 4
Amazonas: 2
Maranhão: 1

 

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