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Dicas de O Sul Equador quer voltar a introduzir cassinos para estimular economia

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Governo pretende legalizar os cassinos e caça-níqueis no país.

Foto: Divulgação
Governo pretende legalizar os cassinos e caça-níqueis no país. (Foto: Divulgação)

O governo do Equador tem buscado alternativas para reduzir os problemas financeiros causados pela crise sanitária. Com isso, eles têm pretendido legalizar os cassinos e caça-níqueis no país, quase dez anos após proibi-los. O país contava com cerca de 25 estabelecimentos de jogatina, sendo muitos deles integrados a sofisticados hotéis da região, havia também 15 salas de bingo que foram obrigadas a fechar suas portas em 16 de março de 2012.

Então, nos últimos meses tem ocorrido uma pressão enorme para a reabertura das casas de jogatina como parte de um plano de reativação econômica, que tem o apoio principalmente do Ministro do Turismo, Niels Olsen Peet, e do presidente do Equador, Guillermo Lasso. Lasso já chegou até mesmo a dizer: “Acho que foi irresponsável fechar os cassinos, empresários falidos e trazer desemprego para muitas famílias equatorianas”. Porém, não são somente eles que acham que as casas de jogatina são importantes para a economia do país. Norman Bock, Presidente da Hotelaria da cidade de Quito, acredita que: “Se as empresas tivessem a segurança da estabilidade jurídica e que seus direitos e investimentos fossem respeitados em caso de posterior decisão do Poder Executivo, certamente chegariam ao Equador. Os investimentos para instalar um cassino são muito grandes e a chegada de novos jogadores ajudaria o setor hoteleiro, que hoje vive a pior crise da sua história”.

Já Fausto Flores, um representante da hotelaria no Equador, é mais um defensor da reabertura dos estabelecimentos. Flores alega que a medida ajudaria a trazer estabilidade econômica ao setor hoteleiro, já que os clientes que buscam o entretenimento presente nos cassinos integrados precisam ocupar parte da capacidade hoteleira do país, usufruindo de todos os serviços presentes em um hotel e não somente a parte da jogatina.

Brasil também busca regulamentação

Os motivos apresentados pelos políticos e empresários equatorianos são bastante semelhantes aos argumentos encontrados no Brasil. A cada dia surgem mais apoiadores da regulamentação da jogatina em território tupiniquim, que foi proibida em 1946 por força do decreto-lei 9.215, aprovado pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra. Sendo que muitos apontam que a medida só foi para frente por conta da pressão exercida pela esposa do presidente, a primeira dama Carmela Teles Leite Dutra, que era devota da Igreja Católica, e julgava a prática como indevida. Um dos pontos que comprovam essa tese está em uma das justificativas presentes no decreto-lei que extinguiu os estabelecimentos de jogatina no Brasil, que dizia: “Considerando que a tradição jurídica, moral e religiosa do povo brasileiro é contrária à prática e à exploração de jogos de azar”.

Atualmente, há somente plataformas online, como os melhores cassinos online do Brasil, que possuem sede no exterior e podem atuar no Brasil. Mas, já tramitam alguns projetos no congresso nacional que podem trazer de volta os estabelecimentos físicos à ativa. E assim como no Equador, os defensores dessa medida acreditam que o dinheiro arrecadado através dos impostos e o maior número de empregos gerados, podem ajudar a economia brasileira a se recuperar.

Fechamento em 2010

Como dito anteriormente, o Equador abrigava 25 cassinos junto a hotéis quatro estrelas e mais 15 salas de bingo, que foram todos fechados em 16 de março de 2012. Mas esse revés começou um pouco antes. Em setembro de 2010, o presidente do país, Rafael Correa, afirmou que o seu governo tentaria proibir os cassinos de funcionar no Equador. A alegação do mandatário para tal, era de que as casas de jogatina presentes na nação haviam se tornado focos de corrupção e de lavagem de dinheiro. Com esse argumento, Correa disse à imprensa local que iria apresentar o seu ponto ao povo equatoriano através de um referendo – e caso a população assentisse, ele iria ordenar o fechamento dos estabelecimentos. Dessa forma, aproximadamente quatro milhões de equatorianos (cerca de 47% dos eleitores) votaram a favor do fechamento dos cassinos no país, com isso milhares de trabalhadores do setor ficaram desempregados.

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