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Mundo Estado Islâmico reivindica ataque que deixou mais de 60 mortos em casa de shows na Rússia

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Mais de cem ficaram feridas.

Foto: Reprodução
Mais de cem ficaram feridas. (Foto: Reprodução)

O Estado Islâmico reivindicou o ataque que deixou ao menos 62 pessoas mortas em uma casa de shows perto de Moscou, na Rússia. O grupo assumiu a autoria em um canal do Telegram. A informação foi divulgada pela agência de notícias Reuters.

Esse foi o pior atentado na Rússia em 20 anos. A casa de shows tem capacidade para 6.000 pessoas. Pelo menos 40 pessoas morreram e cem ficaram feridas.

Homens armados com metralhadoras e vestidos com roupas camufladas abriram fogo nesta sexta-feira (22) contra pessoas que estavam prestes a ver um show da banda de rock Picnic.

O atentado começou por volta das 20h (14h em Brasília), quando a banda Picnic estava se preparando para tocar na casa de shows Crocus City Hall, em Krasnogorsk, cidade próxima a Moscou. Ao menos cinco homens começaram o ataque no saguão e, depois, invadiram o local, de acordo com a agência de notícias Tass.

Foram ouvidas duas explosões no local, e o local pegou fogo. Os bombeiros conseguiram controlar as chamas, mas, segundo a Tass, o teto do Crocus City Hall pode cair a qualquer momento por causa das explosões e dos tiros. Segundo relatos da mídia russa, aparentemente o teto está caindo.

“Uma terrível tragédia ocorreu hoje no Crocus City”, disse o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin. “Sinto muito pelos entes queridos das vítimas.” Ele também afirmou que toda a assistência necessária será prestada aos feridos.

A prefeitura cancelou todos os eventos com público neste fim de semana e reforçou a segurança nos aeroportos.

O presidente Vladimir Putin ainda não se pronunciou sobre o caso, mas um aliado próximo dele, Dmitry Medvedev, disse que tanto os atiradores como as pessoas por trás do atentado serão perseguidos e mortos: “Todos eles devem ser encontrados e destruídos sem pena, como terroristas. Morte por morte”, afirmou em seu canal no Telegram.

A embaixada dos EUA na Rússia avisou no início deste mês que “extremistas” tinham planos iminentes para um ataque na região.

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