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Política Os Estados Unidos afirmam que eleições brasileiras servem como “modelo para o mundo”

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Governo dos Estados Unidos divulga nota endossando apoio ao sistema eleitoral do País após presidente brasileiro atacar processo de votação.

Foto: Antonio Augusto/TSE
Governo dos Estados Unidos divulga nota endossando apoio ao sistema eleitoral do País após presidente brasileiro atacar processo de votação. (Foto: Antonio Augusto/TSE)

Em reação ao presidente Jair Bolsonaro, o governo dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira (19), que as eleições brasileiras servem como modelo para o mundo. O governo Joe Biden preparava uma resposta à ofensiva diplomática de Bolsonaro, que reuniu cerca de 70 embaixadores na segunda (18) para minar a confiança no sistema de votação adotado no País, sem que nenhuma fraude tenha sido comprovada na história, ao contrário do que o presidente afirma.

“As eleições brasileiras conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo”, diz a nota divulgada pelos Estados Unidos.

“Estamos confiantes de que as eleições brasileiras de 2022 vão refletir a vontade do eleitorado. Os cidadãos e as instituições brasileiras continuam a demonstrar seu profundo compromisso com a democracia. À medida que os brasileiros confiam em seu sistema eleitoral, o Brasil mostrará ao mundo, mais uma vez, a força duradoura de sua democracia”, afirma o texto.

A reação de Biden foi discutida pela diplomacia americana ao longo do dia, em contatos entre Washington e Brasília. O encarregado de negócios da embaixada, Douglas Koneff, participou do encontro dos chefes de missão diplomática com Bolsonaro, no Palácio da Alvorada. Ele não havia se manifestado ainda sobre a apresentação, que também não foi referida na nota do Departamento de Estado.

O tom do comunicado reitera manifestações de autoridades da Casa Branca e do Departamento de Estado anteriores, além do próprio presidente Joe Biden, em “total confiança” nas eleições brasileiras. O governo Biden sustenta que o presidente Jair Bolsonaro prometeu, em diálogo entre os dois ocorrido em junho, respeitar o resultado das urnas em outubro e pressiona que ele cumpra a palavra.

Em junho, quando viajou a Los Angeles para a Cúpula das Américas e se reuniu em privado com Biden, Bolsonaro pediu ajuda ao norte-americano para enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência da República, segundo a agência Bloomberg. O presidente sugeriu que Lula seria um entrave a interesses americanos. O governo brasileiro negou o pedido. A Casa Branca afirmou apenas que Bolsonaro prometeu respeitar o resultado, durante a conversa com Bide

Orientados por seus governos, embaixadores em Brasília mantiveram discrição sobre o encontro e suas impressões a respeito do discurso de Bolsonaro. Agora, como já houve tempo de os diplomatas relatarem o ocorrido, por telegramas ou telefonemas, às respectivas capitais, a postura começou a mudar. Ao Estadão, embaixadores afirmaram que Bolsonaro não sustentou sua argumentação em provas cabais de fraude e, portanto, não conseguiu convencê-los sobre a fragilidade da votação no País.

Mais cedo, entidades de classe da Polícia Federal também vieram a público em resposta às teorias divulgadas por Bolsonaro, sem base nos fatos. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais afirmaram, por meio de nota, que as “urnas eletrônicas e o sistema eletrônico de votação já foram objeto de diversas perícias e apurações por parte da PF e que nenhum indício de ilicitude foi comprovado nas análises técnicas”.

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de imprensa do Departamento de Estado e pela Embaixada dos Estados Unidos:

“Como já declaramos anteriormente, as eleições do Brasil são para os brasileiros decidirem. Os Estados Unidos confiam na força das instituições democráticas brasileiras. O país tem um forte histórico de eleições livres e justas, com transparência e altos níveis de participação dos eleitores.

As eleições brasileiras conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo.

Estamos confiantes de que as eleições brasileiras de 2022 vão refletir a vontade do eleitorado. Os cidadãos e as instituições brasileiras continuam a demonstrar seu profundo compromisso com a democracia. À medida que os brasileiros confiam em seu sistema eleitoral, o Brasil mostrará ao mundo, mais uma vez, a força duradoura de sua democracia.”

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Rodinei Mandelli Sanini
20 de julho de 2022 01:23

Confiante igual a que elegeu Biden.
Comprovadamente fraudade para tirar Trump.

Jairo Vivian
20 de julho de 2022 12:40

Grande Eloa, eu sou brasileiro e não tenho vergonha alguma, ao contrário, Bolsonaro quer acabar de vez com asquelas roubalheiras do passado, ou tu já esqueceu!!!

Eloa Guterres
20 de julho de 2022 02:14

Infelizmente, envergonha a todos os Brasileiros.

Jose Osnir Vieira Vaz
20 de julho de 2022 02:28

Se o sistema brasileiro é tão bom, sob o ponto de vista do Departamento de Estado ( se é que realmente disse) por que os americanos não adotam esse sistema tão maravilhoso?

Adalberto Meneguzzi
20 de julho de 2022 06:22

Impressionante o desejo de tirarem da disputa o único político que deseja ver o sistema de votação mais confiável!
Qual é o problema de termos urnas que imprimam os votos?
Se o sistema é tão confiável como essa turma afirma, não se importariam de termos a possibilidade de auditar com os votos impressos!
Simples assim…

Tecladista Flc
20 de julho de 2022 16:47

E a tua mãe Vandeca do Lula, estava chorando, porque a boneca foi rejeitada para servir ao exército, pois não passou no teste da farinha, era biba!!KKKKKKK

Jairo Vivian
20 de julho de 2022 12:34

Tu nem fala mais nada das roubalheiras dos 16 anos passados né!!!

Vanderlei Ochoa
20 de julho de 2022 12:21

Quando o bozo estava marchando no dia 7 de setembro de anos passados, sua mãe assistia a parada militar. Orgulhosa, via que seu baby marchava diferente de todos. Enquanto a tropa marchava direita -esquerda, direita – esquerda, o bozo fazia o contrário. No final da apresentação, sua madre foi ao encontro do baby e, orgulhosa falou:” filho , você era o único que estava marchando certo no desfile”. Orgulhoso, foi embora satisfeito e mudo. Até hoje ele tráz essa certeza, de que ele está sempre certo e TODOS OS OUTROS , ERRADOS…..hahahahahahahahahahahah

Nilton G Veiga
20 de julho de 2022 12:22

Se o sistema eletrônico de contagem de votos do Brasil é o melhor do mundo porque eles, norte americanos, não importam as urnas brasileiras para uso em suas eleições?
– Problema não são as máquinas mas sim os homens que as manuseiam-

Jairo Vivian
20 de julho de 2022 12:33

kkkkkkkkk Tem que rir mesmo. Então porque Estados Unidos não adotam esse sistema….

Kass Confortini
20 de julho de 2022 14:05

Porque os gringos não usam uma urna igual a nossa então???

Edson Arcanjo
20 de julho de 2022 14:31

É né?
EUA não tem dinheiro pra fabricar isto ?
EUA querem as urnas emprestadas ?
Japão, Alemanha, França……ninguém quer isto.

Sabem o que é?
BRASIL NEGOCIANDO COM A RÚSSIA.

Vendelino Gnewuch
20 de julho de 2022 15:01

Porque não fasem um Plebiscito e povo responde se confia ou não nas urnas

Adalberto Meneguzzi
20 de julho de 2022 15:47

Não tomou teu Rivotril hoje??

Joel Robinson
20 de julho de 2022 15:10

Insatisfeitos com o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, militares do Alto Comando do Exército entraram em contato com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para informar que não endossam as tentativas de desacreditar as urnas eletrônicas. Ataques às urnas têm partido do presidente Jair Bolsonaro e encontrado eco na postura de Nogueira à frente do ministério. O próprio Bolsonaro já disse que não tem provas, suas acusações já foram desmentidas, mas ele mantém a estratégia de tentar descredibilizar as urnas e o sistema eleitoral. Segundo militares da ativa, Bolsonaro ultrapassou todos os limites ao reunir embaixadores sediados em Brasília… Leia mais »

Joel Robinson
20 de julho de 2022 15:13

Que disse que os USA não usam urna Eletronica não sabe nada. cada estado é independente de como faz eleição. O gasto é baixo e maioria saõ voluntarios e lá nao tem esse elefante branco de TRE, TSE e etc. Aqui é uma vergonha ter juiz eleitoral e toda essa catrefa.

Tecladista Flc
20 de julho de 2022 16:43

KKKKK, MAIS UMA INVENÇÃO DO FACHIN, SE FISSE CONFIÁVEL NOSSAS URNAS, ELES USARIAM LÁ, ESTE MINISTRINHO ESCROTO, PERDEU TOTALMENTE A VERGONHA NA CARA, DEVERIA MUDAR DE NOME E SE CHAMAR PINÓQUIO

Nilton G Veiga
21 de julho de 2022 11:06

“Força duradoura de sua democracia” no país que se diz democrático com “voto obrigatório”, piada.
Vindo de um país democrático e que no passado diziam que a capital do Brasil era Buenos Aires nota-se que não sabem nada sobre nós. Se o sistema eleitoral brasileiro é tão bom e confiável porque eles não o usam em seu país?

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