Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

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Capa – Caderno 1 Vinda do Piauí, mãe de gêmeos aguarda transplante de pulmão para filho em Porto Alegre

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A história dos gêmeos Pedro Inácio e João Pedro vem mobilizando uma rede de solidariedade. Eles nasceram no Piauí, mas recentemente vieram morar em Porto Alegre na busca por um transplante de pulmão. Só um deles poderá se transplantado, mas a família procura uma forma de se manter com os remédios e cuidados especiais que os irmãos exigem.

Ambos nasceram saudáveis, em dezembro de 2011, mas, seis dias depois, veio o primeiro susto: João Pedro teve uma hemorragia cerebral que deixou sequelas. Hoje o pequeno não fala, não anda e não enxerga, além de se alimentar apenas através de sonda. A mãe, na época recém formada em direito, abdicou da carreira para se dedicar aos cuidados do filho.

Dois anos e seis meses depois, o segundo susto abateu a família: Pedro Inácio, o outro gêmeo, que até então vivia uma vida saudável e já frequentava a escolinha, teve pneumonia. Ao mesmo tempo, João ficou gripado e ambos precisaram ser internados à pressas. No hospital, uma infecção hospitalar piorou a situação e acabou gerando uma doença chamada bronquiolite obliterante. “É uma sequela rara, mas grave, dessas pneumonias virais e bronquiolites que podem acometer algumas crianças”, explica o pneumologista, doutor Gilberto Fischer.

Os gêmeos vieram para a capital gaúcha há três meses, já que a Santa Casa de Misericória é referência no assunto e um dos únicos locais que realiza o procedimento na idade dos pequenos, agora com 7 anos. Pedro, foi avaliado e entrou na lista de espera por um órgão compatível, no entanto, João não teve a mesma sorte, pois as sequelas da doença no cérebro, ainda quando bebê, exigem que ele tenha acompanhamento de quatro técnicos de enfermagem, 24 horas por dia e impedem que ele entre para a fila de transplantes.

“A expectativa de vida dele sem o transplante ainda é maior do que com o transplante. Eles afirmam que ele não consegue sobreviver à cirurgia e, sem o transplante, ele pode ter um ano, um ano e meio, dois anos ainda de vida”, conta a mãe.

Atualmente, os dois possuem apenas 24% da capacidade do pulmão operando. Eles trocam quatro cilindros de oxigênio a cada dois dias, fazem dieta especial para manter o peso e possuem medicações especiais. Os gastos ultrapassam os 15 mil reais por mês e, por isso, a mãe resolveu vender o carro e abrir um salão de beleza, junto com a ajuda da avó dos meninos. Os lucros do comércio, que fica no bairro Menino Deus, ainda não chegam nem perto dos gastos, mas ela tem esperança.

“Pergunta pra uma mãe que perdeu um filho o que ela faria para ter esse filho pelo menos mais um dia com ela? Eu acho que ela daria a vida dela inteira, né?”, reflete ela, emocionada.

Mais detalhes da trajetória deles pode ser conferida pelo Instagram @daniellyevangelista. Quem quiser ajudar, pode fazer doações para a família. Qualquer valor é bem vindo na esperança de mais dias de vida. Confira os dados para depósito:

Banco do Brasil
agência: 5605-7
conta poupança: 14.105-4
variação: 051
cpf: 065.278.533-60

 

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