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Saúde Farmacêutica brasileira anuncia a produção da vacina russa Sputinik V

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Vacina russa já está sendo aplicada na Argentina

Foto: Governo de Corrientes/Divulgação
O dirigente do ISP disse que o país está buscando esclarecimento dos desenvolvedores da vacina sobre possível presença de um adenovírus que pode se reproduzir, criando uma reação negativa. (Foto: Governo de Corrientes/Divulgação)

A farmacêutica brasileira União Química – uma das parceiras do Fundo Russo de Investimento Direto para produção da vacina russa Sputnik V no Brasil – informou que as doses contra a Covid-19 vão ser fabricadas “ainda em janeiro” em Brasília pela Bthek.

O imunizante será fracionado e envasado em Guarulhos (SP), de acordo com informações divulgadas pelo site G1. A empresa prevê o fornecimento de até 8 milhões de doses por mês.

Para iniciar a fabricação do imunizante, é preciso autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o uso emergencial da vacina desenvolvida em Moscou, o que ainda não ocorreu.

Os testes com a vacina estão na fase 3 na Rússia. Entretanto, o pedido para estudos em humanos no Brasil ainda não foi aprovado. Em nota, a Anvisa informou que iniciou a análise, “mas identificou a necessidade de informações complementares, que foram solicitadas ao laboratório”.

“Não há pedido de uso emergencial ou pedido de registro para a vacina Sputnik V na Anvisa”, afirmou a agência. “Até o momento, a União Química não enviou as informações para a Anvisa. O status atual do pedido é ‘aguardando o envio das informações solicitadas na exigência técnica'”, diz trecho do comunicado.

Questionado sobre o processo de produção da Sputnik V no Brasil, o Ministério da Saúde informou que, atualmente, a pasta acompanha o estudo de 212 vacinas no mundo, sendo 48 em estudos clínicos e 164 em estudos pré-clínicos. A pasta alertou para a necessidade de aprovação da Anvisa antes da aquisição dos imunizantes, “que poderá ser feita à medida em que os ensaios clínicos apontarem a eficácia e a segurança das doses”.

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