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Mundo FBI achou dados de espionagem sobre o Irã e a China na casa de Trump

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O ex-presidente é investigado por possível violação da Lei da Espionagem. (Foto: Reprodução)

Os documentos apreendidos pelo FBI (a polícia federal norte-americana) na mansão do ex-presidente republicano Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, em agosto, incluíam informações altamente confidenciais sobre o Irã e a China que arriscavam expor os métodos de espionagem dos EUA, informou o jornal The Washington Post nesta sexta-feira (21). Sob condição de anonimato, fontes familiarizadas com o assunto disseram ao jornal que, entre os documentos recuperados por investigadores do Departamento de Justiça, havia um que detalhava o programa de mísseis do Irã e outro que “descrevia um trabalho de inteligência altamente sensível contra a China”.

Até o momento, esses seriam os documentos mais sensíveis que o FBI recuperou durante a varredura na mansão de Trump. O ex-presidente é investigado por possível violação da Lei da Espionagem, que torna ilegal reter sem autorização informação de segurança nacional que poderia prejudicar os EUA ou auxiliar um adversário estrangeiro.

Em agosto, o FBI apreendeu cerca de 13 mil documentos em uma operação para recuperar o que o atual governo do democrata Joe Biden diz que deveria constar nos arquivos dos EUA, mas que foi levado ilegalmente por Trump quando deixou a Casa Branca em janeiro de 2021, ao fim do mandato.

Entre eles estavam pouco mais de 100 documentos sigilosos, alguns deles classificados como ultrassecretos e geralmente mantidos a sete chaves, com acesso restrito a apenas algumas pessoas autorizadas.

Pela lei americana, todos os documentos oficiais de um presidente, triviais ou não, são considerados de propriedade pública, segundo a Lei de Registros Presidenciais de 1978. Quando o presidente deixa o cargo, esses papéis vão para o Arquivo Nacional e, mais tarde, são encaminhados para a biblioteca presidencial. É tradição nos EUA que cada ex-mandatário ganhe um prédio próprio para guardar seu legado.

Trump, no entanto, alega acreditar que não fez nada de errado ao carregar documentos da Casa Branca quando deixou o cargo, dizendo que ele tinha uma “ordem permanente” para retirar o sigilo desses papéis.

A investigação ocorre enquanto uma comissão da Câmara dos EUA investiga a invasão do Capitólio por apoiadores de Trump, em 6 de janeiro de 2021. O ex-presidente foi oficialmente intimado a testemunhar perante a Comissão em meados de novembro nesta sexta-feira, mesmo dia em que um de seus principais estrategistas políticos, Steve Bannon, foi condenado a quatro meses de prisão e multa de US$ 6,5 mil por desacato ao Congresso, por recusa em cooperar com a mesma investigação. As informações são da agência de notícias AFP.

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