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Capa – Magazine Filme com Maria Fernanda Cândido representará Itália no Oscar

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No filme, Maria Fernanda Cândido (C) interpreta Maria Cristina de Almeida Guimarães, mulher de um chefão da máfia italiana. (Foto: Divulgação)

O filme “O Traidor”, que conta com Maria Fernanda Cândido no elenco, foi o escolhido pela Itália para representar o país no Oscar. O longa, que estreou mundialmente na 72ª edição do Festival de Cannes, tem conquistado muitos prêmios em seu país de origem, como Melhor Filme Dramático, Melhor Diretor, Melhor Ator para Pierfrancesco Favino, Melhor Montagem e o SNCCI (Prêmio do Público e da Crítica).

“Alegria e orgulho”, escreveu Maria Fernanda no Instagram. Ainda sem data de estreia no Brasil, “O Traidor” é uma coprodução entre Itália, França, Alemanha e Brasil, e conta a história real de Tommaso Buscetta (Pierfrancesco Favino), o grande integrante da máfia siciliana que fugiu para o Brasil e delatou seus comparsas. Maria Fernanda Cândido interpreta Maria Cristina de Almeida Guimarães, mulher de Buscetta. A atriz ganhou o prêmio de Melhor atriz coadjuvante no Festival de Veneza por seu trabalho no filme.

No Brasil, o escolhido para tentar uma vaga no Oscar 2020 foi “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz. As indicações finais serão reveladas em 13 de janeiro e a cerimônia de premiação acontece em 9 de fevereiro, em Los Angeles.

Trajetória

Maria Fernanda alcançou o sucesso no cinema, nas telenovelas e nos palcos de teatro. No Brasil e na Europa. É empresária, mãe de dois meninos, de 11 e 13 anos, e reveza-se entre São Paulo e Paris, cidade onde nasceu o seu marido, o empresário Petrit Spahira, 45. Os dois estão casados desde 2005. “Você, às vezes, vai simplesmente cumprindo tarefas e respondendo a todas essas exigências. E segue nessa trajetória de maneira até automática, sem parar para pensar”, disse.

A atriz, com frequência, precisa abrir mão da convivência com os filhos, por mais que deseje estar com os dois. “Eles entendem que faz parte do processo da família, do nosso cotidiano. A mãe deles tem sempre que viajar, mas para mim isso é um pouco difícil.”

“É um pouco sofrido. Eu sinto. Eu sou muito…não sei explicar. Eu gosto de ficar com eles, gosto de ficar perto [nesse momento, fecha os punhos e envolve os braços em si mesma, como quem quisesse abraçar os meninos]. E eu viajo muito, então é um esforço”, explica.

Trabalho

Há 15 anos, faz parte do grupo de oito sócios em São Paulo da Casa do Saber, um centro de estudos, aulas e palestras. “Sabe como isso começou? Com vinho e filosofia”, adianta. “Éramos um grupo que se reunia para estudar em casa – muitas vezes, na minha – e tínhamos um professor que nos acompanhava. E, junto com essas reuniões, nós fazíamos também os saraus, que eram os chamados ‘saraus etílicos’”.

“Todo mundo queria participar dessas reuniões. Começamos com umas 20 pessoas, mas aí cada um dos 20 levava mais três ou quatro amigos. “Será que eu posso levar quatro amigos, cinco amigos?” Então, de 20, virava um negócio enorme, sempre lotado. Aí meu apartamento começou a ficar pequeno.”

Hoje em dia, vive no mesmo imóvel. Mas a sala não recebe mais aqueles 60 entusiastas de vinho e saraus culturais. “Agora ela é ocupada por meus filhos e meu marido. E tem teclado, bateria e violão também. Então a gente pode fazer o nosso sarau.”

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