Sábado, 13 de junho de 2026
Por Cláudio Humberto | 19 de dezembro de 2022
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Se em Brasília houvesse esquinas, dobraria o quarteirão a fila para “um minutinho” de conversa com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli a pedido de candidatos à próxima vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a ser aberta pela aposentadoria compulsória do Ricardo Lewandowski, que completa 75 anos em março. Gilmar e Toffoli são assediados em razão de suas relações com o futuro presidente.
Maior liderança
Além da relação pessoal com Lula, como mostraram no recente almoço em Lisboa, Gilmar é o decano e a maior liderança do STF.
Poder de influência
Dias Toffoli se mantém afastado do PT, mas tem história no partido, onde atuou como advogado, e foi ministro da AGU no governo Lula.
Aliados palpitam
Desde os dois primeiros governos, Lula cultiva o hábito de consultar aliados no STF para a escolha de novos ministros.
Filtro de expert
Lula fazia seu ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos selecionar candidatos ao STF, e consultava Nelson Jobim para definir o escolhido.
Só os benefícios já valem boquinha no BNDES
Além de um salário que pode chegar a R$265 mil num só mês, o ex-ministro petista Aloizio Mercadante poderá, como futuro presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desfrutar dos melhores benefícios que uma empresa estatal brasileira pode oferecer. Além de alimentação, adicionais etc., Mercadante terá plano de previdência pago pelo banco, plano de saúde perpétuo e até seguro de vida “alinhado aos níveis salariais dos empregados”.
Fortuna mensal
O salário mensal regular do presidente do BNDES é de R$81 mil segundo a Transparência do banco público.
Dois ministros do STF
O teto salarial no setor público é de R$46 mil, salário dos ministros do STF a partir do ano que vem.
Discreto e farto
Não precisa nem ser presidente do BNDES. Oito dos nove membros da diretoria ganham R$74 mil/mês, onde o menor salário é de R$ 67 mil.
Cautela
Governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lira (PSDB), não declara oposição a Lula. Por ora e sem saber exatamente como está o caixa do Estado, por quase 20 anos nas mãos do PSB, fala atitude independente.
O Lobo Mau
O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem se esforçado para reduzir os temores com a sua designação. Mas o mercado compara isso ao discurso do Lobo Mau na história do Chapeuzinho Vermelho.
Ganhou, mané
Justiça seja feita: Haddad é o primeiro integrante do futuro governo a mostrar que desceu do palanque. Todos os demais, inclusive Lula, agem como se ainda estivessem em campanha eleitoral.
Cabo eleitoral
Relator da PEC Fura-teto e senador não reeleito, Alexandre Silveira (PSD-MG) arrumou um cabo eleitoral para tentar vaguinha no futuro ministério. Trata-se de Davi Alcolumbre (União-AP).
Maior mordomia
Lula deve permanecer até fevereiro no Meliã, um dos mais caros hotéis no centro de Brasília. Ficará acomodado em luxuosa suíte enquanto aguarda o melhor momento para ocupar as residências oficiais.
No radar
Movimentos da Marília Arraes para ser o nome do Solidariedade para ocupar a Esplanada foram interceptados pelo presidente do partido, Paulinho da Força, que quer levar o próprio nome para a vaga.
Água fria
Não foi bem recebida no PDT a notícia de que o Ministério do Trabalho deve ficar sob comando do PT. Esta era uma das pastas cobiçadas por pedetistas que já teve até o cacique Carlos Lupi no comando.
Trambolho
Deu trabalho acomodar no caminhão de mudanças uma escultura de madeira de uma moto, que Bolsonaro ganhou de um admirador. É como encomendar a um viajante a compra de um saco de tacos de golfe.
Pensando bem…
…o recesso parlamentar coincide com o recesso do judiciário, mas o com o lobby a todo vapor.
PODER SEM PUDOR
Como enganar o vice
Prestes a viajar ao exterior, o presidente Juscelino Kubitschek foi advertido pelo seu ministro da Casa Civil, Antonio Balbino: atos pendentes seriam assinados pelo vice, João Goulart. O mais importante era o preenchimento de uma ambicionada vaga de tabelião de notas no Rio de Janeiro. JK pediu uma lista telefônica de Curitiba, correu os dedos numa página qualquer e se fixou num nome repleto de consoantes. Acrescentou outras e ordenou: “Faça o ato de nomeação desse sujeito aqui.” O ministro estranhou: “Mas, presidente, ninguém vai encontrar essa pessoa para a posse…” JK sorriu, mineiramente: “Exato. Quando eu voltar, revogarei o decreto e nomearei outro.”
Com André Brito e Tiago Vasconcelos
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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“Além de um salário que pode chegar a R$265 mil num só mês”…isso era o q ganhava no bndes na época do bolsonaro tb. Era moral em todo esse governo, agora no governo do pt vai deixar de ser? engraçado né?
Da próxima vez, cumpanheiro colunista, escolham , se tiver, uma pessoa decente para colocar no governo do Brasil. Escolheram e póiam o que tem de mais retrógrado no Brasil, golpista de quinta categoria. Quando a esquerda ganha, elas gonhou POR MÉRITOS e não com compra de votos como fez teu presidente. Ademais, vocês cabos eleitorais do mito, não têm mais credibilidade alguma, são rançosos e qualhados. Tchau querido e PERDEU MANÉ, NÃO AMOLA.
Não sou teu parente nem “cumpanhero” para ser chamado de “mané”. Te enxerga, jumento!
não p…eida almeida…perdeu seu mané….não omola.
Em pleno vapor as negociatas para a volta da maior e jamais vista QUADRILHA disfarçada de partido político.
tu quer permanecer com os homens honestos que compram mansões no RIO DE JANEIRO E BRASILIA, co dinheiro vivo…então tá….hahahahahahahahahahahahahahah
Como tem gente apaixonada por ladrões, roubois, desvios de dinheiro do povo para outros países, e defendem a volta da quadrilha ao poder, é tudo uma questão de carácter, quem tem honestidade em sua conduta diária, quer um presidente honesto e um grupo de ministros técnicos e não políticos…
O Claudinho 1berto não fica incomodado com os salarios dos militares com cargos no atual governo ! Saudades do Fernando Collor Supositorio de Mel