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Brasil Governo vê risco menor de Dilma sair do cargo

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Dilma ganhou fôlego com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

O Palácio do Planalto avalia que diminuiu nas últimas semanas o risco de um processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff com base nas chamadas pedaladas fiscais, manobras contábeis usadas para melhorar as contas do ano passado, que estão sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União).
Na avaliação dos próprios opositores, Dilma conseguiu ganhar algum fôlego nas duas últimas semanas com ações para barrar as movimentações pró-impeachment no Congresso.
Mas o fato principal considerado para a reversão do cenário foi a denúncia contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário do Palácio do Planalto, por envolvimento no esquema de corrupção investigado na Operação Lava-Jato. Antes de ser acusado formalmente pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Cunha vinha atuando para limpar a pauta na Casa e abrir caminho para discussões das contas do governo de 2014, previstas para serem julgadas no TCU.
Em paralelo, Dilma conseguiu se reaproximar do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Calheiros é o mentor da Agenda Brasil, pacote de projetos lançado após setores empresariais e financeiros sinalizarem ser contra um processo de impedimento da petista. Além disso, desde o início de agosto, a presidenta vem intercalando viagens pelo Brasil, reuniões com lideranças partidárias e entrevistas à mídia no intuito de mostrar ter condições de sair das cordas.
Esses desdobramentos levaram a oposição a considerar o caminho do impeachment como o mais improvável. Tucanos ligados ao senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), têm concentrado as atenções nos quatro processos que tramitam no Tribunal Superior Eleitoral, que podem levar à impugnação dos mandatos de Dilma e do vice-presidente Michel Temer.
No sábado, em uma tentativa de demonstrar unidade, tanto Aécio quanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foram cautelosos em relação ao assunto e preferiram defender a continuidade das investigações. Ambos negaram existir divergências internas sobre a estratégia da sigla diante da crise política que desgasta a chefe do Executivo. (AE)

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