Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de agosto de 2015
Milhares de pessoas foram às ruas de Tóquio nesse domingo protestar em frente ao Parlamento do Japão. Os manifestantes rejeitam a reforma legislativa proposta pelo governo para dar um maior peso militar ao país. Os organizadores calcularam que entre cem mil e duzentas mil pessoas participaram da mobilização, apesar da chuva que caía.
Os manifestantes, liderados por grupos estudantis, lançaram palavras de ordem contra a polêmica reforma legal que pretende permitir que as Forças de Autodefesa do Japão possam participar de operações no exterior, algo proibido pela atual Constituição pacifista adotada após a Segunda Guerra Mundial.
A reforma, que já foi aprovada pela Câmara Baixa do Parlamento, ainda deve passar pela Câmara Alta, na qual o Partido Liberal-Democrata do primeiro-ministro Shinzo Abe e seus aliados têm ampla maioria. Escoltados por uma forte presença policial, os manifestantes classificaram a lei como “bélica” e acusaram o primeiro-ministro de “destruir a democracia do Japão”. Nos cartazes, Abe era representado com o bigode do nazista Adolf Hitler.
Constituição
A mudança na lei, rejeitada pela maioria dos japoneses, ocorre depois de o governo ter aprovado uma reinterpretação da Constituição. Com a mudança, o Japão poderá defender aliados se eles forem alvo de um ataque armado. O governo também poderá com maior facilidade enviar as Forças de Autodefesa para zonas de conflito e ampliar o apoio logístico às missões de paz. (Veja)
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