Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

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Esporte Há 50 anos o Brasil goleava na estreia da Copa do Mundo de 1970

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Pelé fez um gol (perdeu outro), deu assistência e quase marcou antes do meio de campo contra tchecos. (Foto: Reprodução)

Há exatos 50 anos, no dia 3 de junho de 1970, o Brasil fazia a sua estreia na Copa do Mundo do México. Foi contra a Tchecoslováquia (atual República Tcheca), no Estádio Jalisco, em Guadalajara. O time, após 40 dias treinando em Guanajuato (cidade de altitude 3.180m), desceu para Guadalajara (a 240km) e entrou em campo com apenas um desfalque: o lateral-esquerdo Marco Antonio (do Fluminense) foi brincar de goleiro no rachão e sentiu a perna. Em seu lugar entrava Everaldo (Grêmio). Assim, a formação para a estreia era: Félix (Fluminense), Carlos Alberto Torres (Santos), Brito (Flamengo), Piazza (Cruzeiro) e Everaldo (Grêmio); Clodoaldo (Santos), Gérson (São Paulo) e Rivellino (Corinthians); Jairzinho (Botafogo), Pelé (Santos) e Tostão (Cruzeiro). Com uma curiosidade: esta formação, que acabaria sendo celebrada como a seleção titular do tri e a maior da história, jogaria junto pelo primeira vez.

Os primeiros 25 minutos foram sensacionais e emocionantes. O Brasil começou muito bem, com Pelé perdendo um gol feito, sem goleiro, aos quatro minutos; e Gérson trocando de posição com Rivellino e partindo para o ataque como ponta esquerda e atazanando a defesa rival. Porém, numa falha, a Tchecoslováquia fez 1 a 0 aos 11 minutos com Petras e, pouco depois, quase fez o segundo gol numa falha de Carlos Alberto. O Capita deu um passe de presente e o atacante tcheco, na área, isolou. Mas o Brasil era melhor e, aos 22, Pelé sofreu falta. Rivelino, numa bomba, empatou o jogo. Logo em seguida, lance histórico: Pelé tentou fazer o gol antes do meio de campo e a bola raspou a trave esquerda do goleiro Viktor.

No segundo tempo, Gérson foi o cara. Acertou uma bola na trave, depois o Canhota pegou no meio de campo e deu um passe em profundidade no peito do Pelé para o Rei fazer 2 a 1 aos 15 do segundo tempo. Mas o Brasil estava nervoso, quase levou o gol numa falha da defesa.

Felizmente, aos 19 minutos, Gérson estava antes da linha do meio de campo e mandou mais um lançamento de canhota que pegou Jairzinho livre. O botafoguense ajeitou, deu lençol no goleiro Viktor e bateu para o gol vazio. Brasil 3 a 1.

Infelizmente Gérson se machucou e saiu aos 25 minutos, com uma distensão, para a entrada de Paulo Cesar Caju. Ainda deu tempo para Jair fazer mais um, aos 38. Pelé lançou o camisa 7 lá da intermediária, na lateral esquerda. Jair ajeitou, driblou dois, foi cortando e bateu cruzado na entrada da área. Um golaço pela direita, que começava a ratificar o seu apelido marcante. Furacão da Copa.

Assim, o Brasil venceu por 4 a 1. Nesta partida em que Pelé fez jogadas incríveis, Jairzinho marcou dois gols, O lateral-esquerdo Everaldo mostrou que poderia ser um reserva à altura do titular Marco Antonio e Rivellino foi monstruoso. Todos merecendo nota 9. Mas a nota 10 foi mesmo para Gérson, que jogou no sacrifício e confirmou mais uma vez que era o cérebro de um time de feras. Saiu na metade final da segunda etapa aos prantos por causa da lesão, e aplaudido por todo o estádio naquele jogo que fez o Brasil ganhar de vez toda a torcida mexicana.

Ficha técnica

Estreia da Seleção na Copa 1970 (Grupo 3)

Data: 3/6/1970

Local: Estádio Jalisco, Guadalajara (MEX)

Árbitro: Ramon Barrreto (URU)

Cartão Amarelo: Gérson (primeiro do Brasil em Copas)

Brasil: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza (Fontana, 43`/2T) e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão. T: Zagallo

Tchecoslováquia: Viktor; Dobias, Migas, Horvath e Hagara; Kuna, Hrdlicka (Kvasnak, intervalo) e Frantisek Vesely (Bohumil Vesely, 14’/2); Petras, Adamec e Jokl. T: Josef Marko

Gols: Petras, 11’/1T (0-1); Rivellino, 22’/2T (1-1); Pelé, 15’/2T (2-1), Jairzinho, 18’/2T (3-1) e 38’/2T (4-1).

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