Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de julho de 2020
Um homem usou fundos destinados a ajudar empresas durante a crise de coronavírus para comprar uma Lamborghini Huracán de US$ 318 mil, afirmou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. O valor do modelo é equivalente a R$ 1,6 milhão na conversão atual.
David T. Hines, de 29 anos, foi preso na Flórida e enfrentará processo por ter recebido US$ 3,9 milhões em empréstimos de forma fraudulenta; a quantia, em conversão para a moeda brasileira, é de mais de R$ 20 milhões.
Inicialmente, Hines teria pedido US$ 13,5 milhões para que seus negócios pudessem continuar durante a pandemia, utilizando comprovantes falsos sobre pagamentos de funcionários e despesas de empresas.
Ele acabou conseguindo o financiamento de US$ 3,9 milhões e utilizou parte do montante para comprar um Lamborghini Huracán ano 2020, que ele registrou em seu nome e no nome das empresas.
A denúncia também alega que Hines não pagou os salários de seus funcionários, mas fez compras em resorts e lojas de luxo em Miami, disseram as autoridades.
Auxílio governamental
A Tesla recebeu auxílio governamental relacionado à sua folha de pagamento no primeiro semestre do ano para ajudar a reduzir o impacto da pandemia de coronavírus em seus negócios, informou a montadora de veículos elétricos em comunicado nesta terça-feira (28).
A empresa disse que, juntamente com cortes de custos, o auxílio compensou quase todas as despesas geradas por paralisação das fábricas durante a pandemia. Porém, o presidente-executivo, Elon Musk, se posicionou contra mais auxílio do governo norte-americano enquanto o Congresso do país debate outra rodada de estímulos.
A única fábrica norte-americana da Tesla, que fica na Califórnia e é onde a maioria dos carros da companhia é produzida, foi fechada por cerca de seis semanas no segundo trimestre, após um impasse inicial com as autoridades locais.
A empresa e sua subsidiária SolarCity não aparecem em uma lista da US Small Business Administration, que concedeu empréstimos perdoáveis a milhões de empresas, em um esforço para evitar demissões generalizadas.
“Como parte de várias respostas governamentais à pandemia concedidas a empresas em todo o mundo, recebemos certos benefícios relacionados à folha de pagamento que ajudaram a reduzir o impacto da pandemia de Covid-19 em nossos resultados financeiros”, afirmou a empresa ao mercado.
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