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Mundo O Canadá autorizou o uso do antiviral remdesivir em casos graves de coronavírus

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O medicamento é originalmente usado para o tratamento do Ebola (Foto: Reprodução)

O Canadá autorizou, nesta terça-feira (28), o uso do antiviral remdesivir em casos graves de pacientes com a Covid-19.

“O remdesivir é a primeira droga que a Agência de Saúde do Canadá autoriza para o tratamento da Covid-19”, informou a pasta da Saúde.

Pelo menos dois grandes estudos nos Estados Unidos demonstraram que esse medicamento pode reduzir o tempo de internação de pacientes com o novo coronavírus.

Washington autorizou em 1º de maio o uso do antiviral em casos de emergência, originalmente usado para o tratamento do Ebola. Vários países asiáticos seguiram o mesmo caminho e autorizaram o uso da droga, incluindo o Japão e a Coreia do Sul.

Canadá disse que o remdesivir só poderá ser utilizado em pacientes com Covid-19 que apresentarem pneumonia e tiverem a necessidade de mais oxigênio para respirar.

As doses que serão usadas no Canadá serão fabricadas pela companhia norte-americana que desenvolveu o medicamento, a Gilead Sciences.

Antes de julho, a Comissão Europeia também autorizou o uso do remdesivir contra o coronavírus.

Até esta terça, o Canadá contabilizou 114.994 casos e mais de 8.912 mortes.

Extrato de alga

O remdesivir foi o primeiro grande avanço na ciência na luta contra a Covid-19. Pesquisadores descobriram que a droga pode ajudar os pacientes contaminados com a Covid-19 a se recuperarem mais rápido em casos graves da doença. Agora, um novo estudo sugere que o extrato de uma alga marinha pode superar os resultados do remdesivir.

O extrato, chamado RPI-27, é encontrado no mesmo tipo de alga marinha que é usada no sushi. A substância pode ajudar a “prender” o vírus antes que ele afete células humanas. Segundo os pesquisadores do Instituto Politécnico Rensselaer, em testes feitos com células, a aplicação do extrato obteve um resultado quase 10 vezes mais eficiente que o remdesivir no bloqueio da infecção. De acordo com os autores do estudo, os testes mostraram que o composto não causa danos às células.

Funcionamento

Quando alguém é infectado pelo Sars-Cov-2, as proteínas presentes na camada externa do vírus se ligam a receptores em  uma célula humana. Em seguida, o vírus insere seu material genético na célula. No entanto, se outra molécula capaz de se ligar ao vírus estiver disponível, pode impedir a infecção da célula.

“Assim, você efetivamente bloqueia a infecção usando uma isca”, diz Jonathan Dordick, pesquisador principal e professor de engenharia química e biológica do Rensselaer Polytechnic Institute. “[O extrato] interfere e afasta o vírus e, portanto, o vírus não pode se ligar à superfície da célula. Uma vez preso a esses compostos, o vírus provavelmente se decompõe sem causar danos aos pacientes.”

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