Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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A imprensa ignorou, por exemplo, as observações de Paulo Guedes sobre os rumos já traçados para a retomada da economia. (Foto: Divulgação)

Foram dias e dias investindo no caos, na bagunça institucional, imaginando que a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de maio, requerida pela defesa do ex-ministro da Justiça, produziria o impeachment do presidente, desejo supremo dos beneficiários do status quo anterior. A intenção de Moro era provar que o presidente desejava intervir na Polícia Federal para proteger filhos e familiares, quando não há nenhum inquérito da PF contra qualquer membro da família presidencial.

Pois bem, se de fato alguma intervenção aconteceu, ela foi benéfica, a julgar pelas novas operações que estão desmascarando fraudes de governos estaduais na compra de respiradores e montagem de hospitais de campanha. O que dirão agora os grandes jornais, quando as mudanças na Polícia Federal a tornaram mais ágil, mais célere e firme contra o pior tipo de corrupção que existe, que rouba recursos públicos indispensáveis à preservação da saúde de milhões de brasileiros?

Para não escrever bobagens, fiz o dever de casa e assisti toda a reunião. Quem já integrou alguma função de governo em alguma época da vida, sabe muito bem como estes encontros funcionam. Encontros que não são feitos para ir a público, e sim para, olho no olho, “lavar a roupa suja” e colocar o governo em ordem. É neles que se faz o ajuste fino, as confrontações necessárias, o alinhamento dos diversos órgãos para o bom andamento do projeto. E foi isso que vimos. A imprensa ignorou, por exemplo, as observações de Paulo Guedes sobre os rumos já traçados para a retomada da economia, os elogios internacionais pelas medidas fiscais que vinham ocorrendo antes da pandemia.

Nada se falou sobre os alvos de investimento traçados pelo Ministério da Infraestrutura, ou sobre o desempenho do agronegócio brasileiro no cenário mundial, sob a batuta de Tereza Cristina. O eixo central da reunião, que foi a apresentação do Programa Pró-Brasil de retomada do crescimento econômico, foi amplamente ignorado. A mídia, com seus interesses inconfessáveis, preferiu distorcer declarações como a da ministra Damares, que falou em responsabilizar governadores e prefeitos. Responsabilizar pelo quê, valeria perguntar? Por infrações aos direitos humanos de gente que tem sido presa e humilhada país afora porque saiu à rua, sem ter suspeita de contágio.

Um presidente da república com firmeza, sem ser tutelado pelos militares como muitos gostam de sugerir, mas ele próprio, ciente, firme, comandando o governo. O palavreado que muitos consideraram inadequado, fruto da cultura de caserna, é a linguagem de um homem simples, que realmente fala com a linguagem do povo, que sabe que Brasília é uma ilha de privilégios e que não quer perder o contato com esse mesmo povo que o elegeu.

As cassandras do apocalipse devem se sentir frustradas ao ver o presidente defendendo com altivez a normalidade constitucional, a liberdade de expressão, e declarando aos seus ministros, em reduto fechado, que não há apoio a AI-5 nem à ruptura da ordem democrática. Há sim, um governo firme na defesa dos valores liberais e da família, bandeiras que a maioria do povo brasileiro escolheu.

Hora de virar a página, entender de uma vez por todas que a roda do regime democrático está em pleno funcionamento e seguir em frente. O Brasil tem outras urgências.

Tarso Teixeira – Superintendente do Incra no Rio Grande do Sul.

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