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Saúde Imunidade contra o coronavírus pode durar de seis a oito meses, diz estudo

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A pesquisa analisou a memória imune da SARS-CoV-2 em 185 pacientes que já haviam se curado da doença, sendo 41 infectados há menos de seis meses

Foto: EBC
Os Estados Unidos são o país mais atingido pela pandemia, com mais de 400 mil mortes. (Foto: EBC)

Pacientes que já foram contaminados pela Covid-19 podem ter imunidade de seis a oito meses contra a doença. A constatação é dos pesquisadores do Instituto de Imunologia de La Jolla, da Universidade da Califórnia e Escola de Medicina Icahn do Mount Sinai. O estudo, publicado na segunda-feira (16), pela revista científica medRxiv, ainda não foi revisado por pares.

A pesquisa analisou a memória imune da SARS-CoV-2 em 185 pacientes que já haviam se curado da doença, sendo 41 infectados há menos de seis meses. A maioria dos voluntários avaliados tiveram quadro leve, sem necessidade de hospitalização. A idade dos recrutados variou entre 19 e 81 anos. Ainda assim, foi possível perceber que a imunidade permaneceu relativamente estável por mais de seis meses.

O estudo é o primeiro a abordar este tipo de informação. Entretanto, apurações mais profundas são necessárias para identificar detalhes sobre a imunidade contra o coronavírus.

Os autores também identificaram que uma imunidade contra a SARS-Cov (Síndrome respiratória aguda grave), que surgiu em 2002, foi observada mesmo 17 anos depois da infecção. O período de imunização por mais de uma década também foi constatado entre pacientes que tiveram febre amarela.

Esses dados sugerem que a memória da célula T, presente entre os pacientes com o novo coronavírus, pode atingir um platô mais estável, e durar por mais de 6 meses, como foi o caso de pacientes com a febre amarela e com a SARS-Cov.

Além disso, a publicação reitera a importância da avaliação de casos de reinfecção, o que seria uma peça importante para avaliar os dados epidemiológicos disponíveis da doença e o quão raro ou comum esses eventos seriam.

Com base nos dados avaliados e no recorte feito pelas instituições médicas, os pesquisadores também acreditam que, pelo menos uma fração da população infectada pela SARSCoV-2 com memória imunológica particularmente baixa seja suscetível à reinfecção de modo relativamente rápido.

A possibilidade de reinfecção também poderia estar diretamente ligada pelo fato da pessoa contaminada ter tido contato com uma baixa carga viral da doença, o que pode gerar uma baixa memória imunológica. Ainda assim, a imunologia foi observada em 90% dos casos avaliados, mesmo cinco meses depois da infecção.

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