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Rio Grande do Sul Incêndio com onze vítimas em Carazinho mobiliza Instituto-Geral de Perícias

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Equipes no interior e na Capital trabalham no caso.

Foto: IGP/Divulgação
Equipes no interior e na capital trabalham no caso. (Foto: IGP/Divulgação)

Quando as chamas cessaram, pouco sobrou do Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos (Cetrat), no bairro Vila Rica, em Carazinho, no Norte gaúcho. O local, que recebia homens para tratamento contra o vício em drogas e álcool, foi atingido por um incêndio na noite do dia 23 de junho. A tragédia mobilizou vários departamentos do IGP ( Instituto-Geral de Perícias), para apontar as causas do incêndio e identificar os mortos. Foram 23 horas de trabalho e nove servidores mobilizados, conforme o ógão.

O trabalho começou ainda na madrugada. Uma equipe do Posto de Criminalística de Passo Fundo – formada por perito criminal e fotógrafo criminalístico – entrou no local assim que recebeu a autorização do Corpo de Bombeiros. O primeiro objetivo era localizar os corpos e fazer o levantamento fotográfico necessário para que eles fossem retirados o mais rapidamente possível. Oito corpos foram localizados. Eles estavam junto às paredes e próximos à porta de saída.

Homem com moletom da perícia em frente a prédio amarelo onde se lê Cetrat
Pela manhã iniciou o trabalho em busca das causas do incêndio – Foto: Divulgação/IGP

 

Na manhã seguinte, outra equipe do Posto iniciou o trabalho pericial para identificar a dinâmica e a extensão do incêndio, e com isso, apontar as causas da tragédia. Para isso, o primeiro objetivo é localizar o foco inicial do incêndio. “Pelas características da construção é possível observar onde está mais queimado e como o fogo se espalhou, o que ajuda a determinar o foco”, conta o perito criminal Catiano Plaquitken, que trabalhou por quase três horas no local. Outros pontos observados foram as entradas e saídas da edificação, e a presença de obstáculos que impedissem a passagem.

Depois da perícia no local, o trabalho continua com a observação das mais de 170 fotos tiradas no Cetrat. O perito também deve ter acesso aos depoimentos dos sobreviventes. “É uma perícia complexa, porque envolve muitos fenômenos físicos. A destruição também dificulta a coleta de vestígios”, complementa. O caso está sendo tratado como prioridade, e o Laudo deve ficar pronto em menos de 30 dias.

Identificação

Os corpos das vítimas foram levados para os Postos Médicos-Legais do IGP em Carazinho, Passo Fundo e Soledade, para realização das necropsias e dos procedimentos de identificação. Uma pessoa foi identificada pela comparação da arcada dentária com uma ficha dentária fornecida pelo dentista.

O estado dos corpos, no entanto, não permitiu a identificação de nove vítimas. Os materiais genéticos de todos foram coletados e levados para o Departamento de Perícias Laboratoriais, em Porto Alegre.

No laboratório, as amostras serão processadas e inseridas no Banco de Perfis Genéticos (BPG/IGP). Da mesma forma, as amostras cedidas pelas famílias serão colocadas no Banco, em busca do match, ou seja, que o sistema aponte a coincidência genética.

Depois que as amostras são coletadas, o processo pode levar até 30 dias. Somente após essa identificação o corpo pode ser liberado para os procedimentos fúnebres. Por enquanto, seis estão em gavetas individuais e numeradas no cemitério de Carazinho, sob custódia do Estado. Outros três permanecem no Posto Médico-Legal de Passo Fundo.

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