Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 15 de janeiro de 2016
A inflação anualizada na Venezuela alcançou 141,5% até o terceiro trimestre encerrado em setembro de 2015, divulgou o BC (Banco Central) do país nesta sexta-feira – no mesmo dia em que o presidente Nicolás Maduro decretou “estado de emergência econômica” por 60 dias para atender à grave crise do país. O Índice de Preços ao Consumidor nos nove primeiros meses de 2015 foi de 108,7%, e o Produto Interno Bruto sofreu uma queda de 7,1% até setembro. Esta inflação até setembro é a mais alta da história na Venezuela, superando a marca anterior, registrada em 1996 durante o mandato de Rafael Caldera, quando foi de 103%.
Entre os itens com maior aumento, estão alimentos e bebidas não alcoólicas (55,7%), restaurantes e hotéis (52%), bebidas alcoólicas e tabaco (50,9%) e serviços de educação (43,3%).
Além da queda dos preços do petróleo, o BC atribui a alta inflação ao que chama de uma “guerra econômica” de nova geração, “promovida por páginas da internet que fixam a relação entre o bolívar [moeda do país] e o dólar sem nenhum critério nem sustentação econômica”. Alguns países sofreram particularmente com a drástica redução dos preços do petróleo no mercado, sobretudo a Venezuela, grande exportadora da commodity.
Em dezembro, o FMI (Fundo Monetário Internacional) estimou que a Venezuela fecharia 2015 “com a maior inflação do mundo”, em torno de 160%. As últimas previsões do FMI para a Venezuela eram de contração econômica de 10% em 2015.
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