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Acontece Instituto Oncoguia realiza 3º Fórum de Câncer de Pulmão

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(Foto: Divulgação/ Pixabay)

O Instituto Oncoguia, de São Paulo, realizou nesta terça-feira (24) o 3º Fórum Oncoguia de Câncer de Pulmão. Devido à pandemia do novo coronavírus, o evento aconteceu de forma virtual, com transmissão ao vivo pelo Youtube. Durante a cerimônia on-line foram abordados temas importantes sobre desafios, novidades, prioridades, reflexões e aprendizados, além da importância do diagnóstico precoce e tratamentos inovadores no Sistema Único de Saúde (SUS) para uma das neoplasias mais agressivas.

O fórum faz parte das ações da campanha “Você não está mais sozinho”, que tem como objetivo mostrar que é possível viver e ter qualidade de vida após o diagnóstico do câncer de pulmão.

A abertura ocorreu às 9h, com atualização do Radar do Câncer de Pulmão, apresentada pela fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz. “Em relação ao câncer de pulmão, as nossas prioridades têm sido, cada vez mais, dar visibilidade ao tema utilizando dados, ampliar a discussão sobre o diagnóstico precoce, batalhar para que o melhor cuidado seja garantido ao paciente e mostrar para o paciente que ele não está sozinho, sempre oferecendo apoio e informação de qualidade”, destacou Luciana.

Na sequência, o oncologista clínico Fernando Moura ministrou a palestra “Câncer de pulmão no Brasil: desafios, novidades e prioridades”. “Um dos nossos desafios e prioridades é estabelecer um programa de Screening – Diagnóstico precoce – que tem relação direta com a redução de mortalidade pelo câncer de pulmão. O Screening é feito através de tomografia de baixa intensidade de dose em população de alto risco, principalmente em tabagistas ou ex-tabagistas”, explicou Moura.

Segundo o oncologista clínico, uma das formas de combater o início do tabagismo é através da publicidade. “Antigamente, na década de 60, no século passado, a gente tinha publicidade bastante estabelecida, o cigarro do doutor, o cigarro do dentista, muitas vezes ligados aos esportistas e ao cinema, hoje, a gente tem campanhas que mostram claramente os males do cigarro”, destacou.

Na continuidade do evento, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Clarissa Mathias, abordou o assunto “Pandemia e câncer de pulmão: reflexões e aprendizados”. De acordo com a presidente da SBOC, desde o início da pandemia houve uma queda na realização dos diagnósticos e no tratamento do câncer de pulmão. “Essa queda pode implicar na perda daquele benefício que nós tínhamos com o rastreamento da doença, que é um benefício palpável”, pontuou Clarissa.

Já às 10h teve início o primeiro módulo de debates sobre como garantir o diagnóstico precoce. O pneumologista Ciro Kirchenchtejn falou da importância do pneumologista no combate e cuidado do câncer de pulmão. “O pneumologista precisa ter clareza de qual é o seu papel entre oncologistas, cirurgiões, patologistas, radioterapeutas, pesquisadores, e tantos outros que tomam conta desses pacientes. Mas, principalmente, ele deve saber ouvir o principal interessado, que é o paciente. Ele deve criar um vínculo de comprometimento com esse paciente que está com medo e assustado com a sua possibilidade de diagnóstico”.

Já o cirurgião torácico do Hospital Israelita Albert Einstein, Ricardo Sales, destacou por onde se deve começar na busca por um diagnóstico precoce. Sales apresentou dados da Secretaria do Estado de São Paulo (pesquisa da Fundação Oncocentro de São Paulo), que aponta que apenas 8,8% dos casos de câncer de pulmão registrados entre 2000 e 2010 apresentavam doença no estágio I. “É importante a gente frisar que o tumor pequenininho, cercado de pulmão bom por todos os lados, distante da costela e da via aérea central, ele não dói. O pulmão não dói, ele é um órgão indolor”. Conforme o cirurgião torácico, é o diagnóstico precoce que tem a maior chance de oferecer o tratamento curativo e aumento de sobrevida.

O segundo módulo tratou sobre medicina personalizada na prática. A médica patologista do Hospital Moinhos de Vento, Carmem Liane Estivallet, enriqueceu a discussão com os desafios da patologia do câncer de pulmão. “Nós temos poucos médicos patologistas, e os que nós temos estão principalmente em grandes centros. É muito pouco para o volume de biópsias, volume de peças cirúrgicas que a gente tem. Então, falta médico para fazer o diagnóstico”.

Após, o oncologista Diogo Bugano, apresentou como o câncer de pulmão deve ser tratado. Dando seguimento ao evento, o oncologista clínico Pedro De Marchi falou sobre medicina personalizada na prática clínica e os desafios no SUS e no sistema suplementar. Encerrando esse ciclo, o gerente de Dados André Marques trouxe o case “Quando a recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) não significa acesso”.

O terceiro e último módulo foi pautado na voz do paciente. Luciana Holtz entrevistou a paciente de câncer de pulmão há seis anos, Cláudia Lopes, que contou sobre a sua história e tratamento da doença.

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