Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de junho de 2016
A Polícia Federal e a Procuradoria da República descobriram que o fundo Consist – cujo mentor e beneficiário maior teria sido o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento no governo Lula e Comunicações no governo Dilma) – continuou operando mesmo depois da deflagração da Operação Pixuleco II, em agosto de 2015, quando foram presos um lobista e um advogado sob suspeita de serem os operadores do esquema de desvios milionários sobre empréstimos consignados.
Paulo Bernardo, preso no dia 23 na Operação Custo Brasil, deixou o governo Dilma em 2015. A investigação mostra que, mesmo depois da saída dele do Ministério das Comunicações, o fundo Consist ainda se mantém ativo. “Há indícios de que havia uma permanência da organização criminosa e, mesmo após cessarem os cargos públicos esse esquema ainda se mantém em diversos locais, uma gama de contratos ainda está em vigor e diversas pessoas têm uma força política grande”, declarou o procurador da República Andrey Borges de Mendonça, da força-tarefa da Operação Custo Brasil.
A Custo Brasil culminou com a prisão do ex-ministro e de mais dez investigados por suposto desvio de 100 milhões de reais. Na sexta-feira, o procurador defendeu a manutenção da prisão preventiva de Paulo Bernardo.
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