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Brasil “Investigações importantes precisam ser concluídas”, disse o juiz Sérgio Moro ao chefe da Polícia Federal durante sua visita

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Moro pediu explicações após Lula solicitar liberação de recursos bloqueados para pagar advogados. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato, disse nesta quinta-feira (21), ao diretor-geral da PF (Polícia Federal), delegado Fernando Segovia, que há ‘investigações importantes que precisam ser finalizadas’.

Moro recebeu Segovia em seu gabinete, na Justiça Federal de Curitiba, base e origem da Lava-Jato. O delegado disse a Moro que sua intenção é fortalecer o combate à corrupção e ampliar a equipe de policiais na missão contra o crime organizado.

Segovia chegou a Curitiba na manhã desta quinta para a posse do novo superintendente da PF no Paraná, delegado Maurício Valeixo, que substitui Rosalvo Franco. A posse ocorrerá à tarde.

O diretor da PF e Moro tiveram uma conversa cordial e breve. O magistrado aproveitou para elogiar o trabalho da corporação.

Moro ressalvou sobre as ‘investigações importantes’ que precisam ser concluídas e que a equipe de policiais em Curitiba precisa ser significativamente ampliada.

A Lava-Jato está na sua fase 47. Com base nas investigações da PF e nas denúncias da Procuradoria da República. O juiz Moro aplicou 129 condenações que somam mais de mil anos de pena a políticos, doleiros e empreiteiros.

Mas ainda há procedimentos em curso, inclusive sobre contratos e propinas ainda no âmbito do esquema de cartel e propinas na Petrobrás no período entre 2004 e 2015 – o ex-presidente da estatal petrolífera, Aldemir Bendine, e ex-diretores de áreas estratégicas foram presos.

Segovia, por sua vez, afirmou ao juiz da Lava-Jato que planeja fortalecer as ações contra malfeitos e desvios de recursos públicos. Também está decidido a ampliar os quadros do setor que combate a corrupção e o crime organizado.

Aumento de investigadores

Segovia afirmou também que a Operação Lava-Jato no Paraná ganhará mais apoio, com aumento no número de investigadores, delegados e peritos.

De acordo com a Polícia Federal do Paraná, a equipe do setor de combate ao crime organizado, onde estão as investigações da Lava-Jato, passará de 32 para 50 pessoas no início de 2018.

Condução coercitiva

Segovia também comentou a recente decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de proibir liminarmente, ou seja, de maneira provisória, as conduções coercitivas para interrogar investigados.

Segundo ele, este era um instrumento que estava sendo usado na Operação Lava-Jato, contudo, a Polícia Federal vai seguir a determinação do STF.

“A Polícia Federal se auto determina através da legalidade, então, havendo um decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal mandando suspender as conduções coercitivas, então, elas não mais serão feitas pela Polícia Federal até que haja uma decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal”, destacou.

Na avaliação de Segovia, esta proibição não deve interferir nas investigações.

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