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Mundo Jornais americanos se unem em processos contra o Google e o Facebook

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Um comitê judiciário vai analisar os pedidos contra Google e Facebook e decidir se é possível abrir os casos individualmente ou em conjunto. (Foto: Reprodução)

Grupos editoriais de jornais americanos se uniram para mover ações contra o Google e o Facebook, segundo o site Axios, sob o argumento de que as empresas monopolizaram o mercado de publicidade digital, tirando o espaço de veículos de notícias. Os grupos comandam publicações locais em diversos Estados dos Estados Unidos, e o movimento acontece em meio ao debate sobre o impacto das grandes empresas de tecnologia sobre a produção de jornalismo local.

De acordo com o site, o movimento é nacional e conta com mais de 200 jornais envolvidos em dezenas de Estados americanos. O primeiro processo, de janeiro, partiu de Doug Reynolds, sócio da HD Media, empresa que reúne diversos jornais no Estado da Virgínia. Uma coalizão de advogados concordou em representar veículos de jornalísticos de todo o país em busca de ações semelhantes. Para esses grupos, formados por pequenas publicações, o impacto no financiamento via publicidade da produção de notícias é maior do que para grandes conglomerados, como o The New York Times Company, dona do The New York Times. Nenhum dos 10 maiores diários dos Estados Unidos fazem parte dos processos, por exemplo.

Clayton Fitzsimmons, um dos advogados, afirma que o objetivo dos processos é “reparar danos causados ​​aos jornais no passado” pelas gigantes de tecnologia. A outra finalidade seria “estabelecer um novo sistema daqui para frente, no qual os jornais não sejam apenas competitivos novamente, mas que possam prosperar”, afirmou.

Na equipe que trabalha contra as grandes empresas de tecnologia estão advogados especializados em litígio e, até o momento, 30 grupos editoriais são responsáveis pela ação. Destes, 17 já apresentaram algum tipo de processo antitruste na Justiça americana.

Agora, um comitê judiciário vai analisar os pedidos e decidir se é possível abrir os casos individualmente ou em conjunto. Os pedidos seguem em aberto desde que foram entregues, em outubro deste ano, e também miram na explicação de Google e Facebook acerca do gerenciamento de notícias feito pelas duas empresas.

Segundo o Axios, o Google tem um precedente já analisado anteriormente pelo Departamento de Justiça dos EUA. Na época, em outubro de 2020, as autoridades julgaram a companhia por monopólio e violação de leis antitruste em relação à publicidade em um processo na corte. O Facebook segue em julgamento pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) por um caso semelhante.

“O Google é a porta de entrada para a internet e um gigante da publicidade em buscas”, disse o procurador-geral adjunto dos Estados Unidos, Jeffrey Rosen, na ocasião do processo. De acordo com Rosen, a empresa “manteve seu poder de monopólio através de práticas excludentes que são prejudiciais à concorrência”.

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