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Mundo Londres planeja descriminalização da maconha e de anfetaminas

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O prefeito de Londres, Sadiq Khan, iniciou uma série de medidas para tornar a descriminalização do uso de drogas de classe B – que são consideradas menos prejudiciais pelo Reino Unido. (Foto: Reprodução/Twitter)

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, iniciou uma série de medidas para tornar a descriminalização do uso de drogas de classe B – que são consideradas menos prejudiciais pelo Reino Unido, em alguns bairros da cidade. Entre as substâncias incluídas estão a maconha, a anfetamina e a ketamina.

A nova regra ainda precisa ser aprovada pelo legislativo local, e inclui um sistema de apoio para pessoas com menos de 25 anos que forem pegas com poucas quantidades dessas drogas.

Essas pessoas vão receber as uma série de sessões de aconselhamento.

Dessa forma, os policiais serão instruídos a não mais prender os usuários jovens. Em vez disso, serão levados de volta para as casas de suas famílias, e não para a prisão.

De acordo com a prefeitura de Londres, pesquisas sugerem que o tempo da polícia seria mais bem gasto no combate a crimes graves.

Um porta-voz da prefeitura afirmou à imprensa da Inglaterra que o gabinete de Sadiq Khan estava “ativamente envolvido nas discussões em torno deste esquema”.

Ele disse também que o prefeito está interessado em “investigar maneiras de evitar que jovens usem drogas pesadas”.

Prisões por porte

Em outra frente, as descobertas de um novo estudo sugerem que a política de descriminalização da maconha reduz a disparidade racial nas prisões por porte. De acordo com informações da revista Forbes, pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego tentaram avaliar se a descriminalização pode reduzir a disparidade racial nas prisões por posse de maconha.

O estudo, publicado na revista acadêmica revisada por pares, Social Science & Medicine, e revelado pela Forbes, considerou os dados do FBI Uniform Crime Report de 37 estados dos EUA de 2000 a 2019. Os resultados mostram que as taxas de detenção por porte de cannabis caíram mais de 70% entre os adultos e mais de 40% entre os jovens após a descriminalização da cannabis em 11 estados.

A disparidade racial entre negros e brancos em crimes relacionados à cannabis tem sido amplamente relatada ao longo dos anos. E o estudo, divulgado pela Forbes, pontuou inicialmente que os negros têm uma probabilidade desproporcionalmente maior de serem presos por posse de maconha do que os brancos.

A disparidade racial definida entre adultos diminuiu em 17% as taxas de prisão entre negros e brancos. No entanto, a princípio não houve evidências para reduzir a disparidade racial entre jovens negros e brancos após a descriminalização. A análise dos dados dos pesquisadores sugere que a descriminalização da cannabis foi associada a uma queda nas taxas de prisão entre negros e brancos.

Ao avaliar as causas da queda de taxa de prisão, os pesquisadores encontraram evidências limitadas para a associação entre as leis de cannabis medicinal e as taxas de detenção por porte de cannabis. Em contraste, as leis de cannabis recreativa parecem ser um dos fatores decisivos para a queda do número de prisões em outros estados.

Os pesquisadores destacaram que, embora as disposições da lei de descriminalização difiram de estado para estado, o que potencialmente leva a um impacto político diferencial, a redução geral nas taxas de prisão demonstra os efeitos benéficos da descriminalização da cannabis na disparidade racial. Por outro lado, não conseguiram encontrar nenhuma associação entre as leis de legalização da cannabis recreativa e a disparidade racial nas taxas de prisão.

No entanto, eles observaram que essa falta de evidência se deve ao fato de muitos estados considerados no estudo regulamentarem a cannabis recreativa após um processo de descriminalização. Por esse motivo, os pesquisadores não puderam considerar o efeito potencial da implementação da legalização sobre a disparidade racial nas prisões por porte.

Além disso, a maioria dos estados legalizou a cannabis depois de 2016, enquanto o período de análise terminou em 2019. Portanto, os pesquisadores não tinham os dados necessários para estudar o impacto da legalização na disparidade racial nas taxas de prisão por porte. Os pesquisadores não puderam avaliar se o declínio na disparidade racial entre os adultos foi devido ao comportamento individual de posse de maconha ou mudança de comportamento entre os policiais. As informações são da revista Veja, do site Yahoo Notícias e da revista Forbes.

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