Sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Por Redação O Sul | 27 de agosto de 2025
Na reunião ministerial realizada na última terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), será seu adversário nas eleições de 2026. Foi a primeira vez que Lula mencionou publicamente a entrada de Tarcísio no páreo.
A mudança de tom chamou a atenção de ministros, já que, até há pouco tempo, Lula repetia a análise do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), para quem não faria sentido Tarcísio deixar o governo paulista e abrir mão de uma reeleição tranquila, com o objetivo de disputar a Presidência. Agora, porém, Lula avalia que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não terá alternativa senão apostar no aliado paulista.
Durante o encontro na Sala Suprema do Palácio do Planalto, o presidente elogiou Alckmin, dando a entender que o vice continuará a fazer dobradinha com ele na chapa da reeleição, em 2026.
Tom nacionalista
Na reunião, o presidente Lula reforçou o tom nacionalista adotado desde o tarifaço de Donald Trump. Na ocasião, ele também anunciou um novo slogan do governo, criticou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e defendeu a regulamentação das big techs.
O petista e outros ministros usaram na reunião um boné com a frase “O Brasil é dos brasileiros”. A mensagem está em consonância com o novo mote da gestão petista, que passará a ser “Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro”.
Idealizado pelo ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, Sidônio Palmeira, o slogan substituirá o “União e Reconstrução”, usado desde o começo do mandato Lula 3.
Segundo auxiliares do Planalto, todos os ministros receberam o boné, junto com uma revista com principais dados do governo, além de um QR Code que levava ao site ComunicaBR, com informações do que foi realizado pela gestão.
“Ele (Trump) publicou de novo uma nota ameaçando outra vez que quem mexer com as big techs deles vai sofrer as consequências”, afirmou Lula. “Disse que as big techs são patrimônios americanos e não quer que ninguém mexa. Isso pode ser verdade para ele, não para nós. Somos um país soberano, temos uma legislação e quem quiser entrar nesse 8,5 milhões de km², no nosso espaço aéreo, marítimo, nas nossas florestas, tem que prestar conta à nossa Constituição”, declarou.
O petista voltou a destacar o papel de seus ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (Indústria, Comércio e Serviços) na negociação do tarifaço e disse estar aberto ao diálogo. (Com informações de O Estado de S. Paulo e da Folha de S.Paulo)