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Rio Grande do Sul Mais de 3 mil pessoas privadas de liberdade realizaram provas do Encceja no Rio Grande do Sul

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Aplicação do exame ocorreu em 95 unidades prisionais gaúchas.

Foto: Ascom/SJSPS
Aplicação do exame ocorreu em 95 unidades prisionais gaúchas. (Foto: Ascom/SJSPS)

Um total de 3.206 pessoas privadas de liberdade do Rio Grande do Sul fizeram as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que possibilita a conclusão dos ensinos fundamental e médio. A edição de 2022 foi realizada nos dias 18 e 19 de outubro para a população do sistema prisional.

A aplicação do exame aconteceu em 95 unidades prisionais gaúchas. Para a participação, cada estabelecimento teve que indicar os responsáveis pedagógicos que supervisionaram a aplicação do material. A participação no Encceja destinado a pessoas privadas de liberdade é voluntária, gratuita e voltada àqueles que não tiveram oportunidade de concluir seus estudos na idade apropriada para cada nível de ensino.

O secretário de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo, Mauro Hauschild, ressaltou a importância do papel da educação, especialmente durante o período de cumprimento de pena. “Precisamos fomentar cada vez mais o ensino e a educação dentro do sistema prisional gaúcho. Além de garantir que a pessoa privada de liberdade cumpra sua pena, é fundamental promover um tratamento penal adequado, com educação, trabalho e saúde. Todos os apenados voltarão ao convívio social, e é de interesse da população que eles voltem melhores”, disse.

O responsável pedagógico de cada unidade é encarregado de divulgar os gabaritos aos detentos. Os participantes que conseguirem a nota mínima exigida nas quatro provas objetivas e na redação têm direito à Certificação de Conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio. Já os participantes que conseguirem a nota mínima exigida em uma das quatro provas ou em mais de uma, mas não em todas, têm direito à Declaração Parcial de Proficiência.

O superintendente da Susepe, José Giovani Rodrigues de Souza, enfatizou que a participação dos apenados em exames nacionais de educação representa um ganho significativo para a inclusão social, eixo trabalhado diariamente nas unidades prisionais do RS. “A promoção da educação no ambiente prisional, uma das nossas prioridades, é também uma forma de devolvermos o direito e a oportunidade de os apenados recuperarem a sua dignidade.”

Em comparação com os últimos quatro anos em que foram aplicadas as provas, esta foi a edição com o maior número de inscritos e com a atuação mais abrangente das unidades prisionais. Ao todo, 5.253 pessoas se inscreveram para fazer o exame. Na edição de 2020, foram 4.307 apenados de 84 estabelecimentos. Em 2019, 4.239 pessoas de 75 unidades prisionais realizaram a inscrição.

Segundo o Departamento de Tratamento Penal da Susepe, as principais razões da diminuição do número de apenados inscritos e dos que realizaram as provas são que, no período de quatro meses entre a inscrição e a prova, muitos deles progridem do regime fechado para o semiaberto ou são transferidos para outras unidades prisionais. O sistema não permite que se faça alteração de unidade depois de realizada a inscrição.

No caso do Encceja voltado à população prisional, o nível de dificuldade é o mesmo do regular. A única diferença está na aplicação, que ocorre dentro de unidades prisionais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplica o exame em parceria com o Departamento Penitenciário Nacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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Eloa Guterres
28 de outubro de 2022 23:47

Tem que priorizar quem está livre, nao cometeu nenhum assalto a mão armada. E nao presidiários!

Ernildo Heitor Agostini Filho
30 de outubro de 2022 11:03

Mais importante que estudar, a prisão tem que fazer com que o presidiário se arrependa do crime que cometeu. Além disso, o politicamente correto tenta mudar a linguagem corrente: preso virou “pessoa privada da liberdade” e prisão virou “unidade prisional”.

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