Terça-feira, 22 de Setembro de 2020

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Economia Mercado financeiro prevê último corte pelo Banco Central, e juros devem baixar para novo piso histórico de 2%

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Aposta em novo corte se deve à inflação baixa no País, apesar de a economia ter começado a mostrar reação

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
(Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) se reunirá nesta quarta-feira (05) e deve reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira de 2,25% para 2% ao ano, de acordo com a estimativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro.

Se confirmado, esse será o nono corte consecutivo na taxa Selic, que atingiria o menor patamar desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação. A decisão do BC (Banco Central) será anunciada por volta das 18h.

A expectativa dos analistas dos bancos é de que essa seja a última redução do ciclo de cortes da taxa de juros, iniciado em agosto de 2019, e que a taxa permaneça em 2% ao ano até setembro do ano que vem, quando voltaria a subir.

Cenário econômico

Ao reduzir a taxa Selic, o BC estimula o nível de atividade. Isso ocorre em um momento de forte contração do PIB mundial, em razão da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas semanas, indicadores apontaram para um princípio de recuperação da economia no Brasil.

Em julho, o governo brasileiro manteve sua previsão para o tombo do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano em 4,7%, enquanto os economistas do mercado financeiro vêm melhorando recentemente suas estimativas. Na semana passada, previram uma queda de 5,66% para a economia neste ano.

Com a forte queda da atividade econômica, a variação dos preços tem sido baixa. Em junho, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou inflação de 0,26%, após dois meses de deflação. Já em doze meses até junho, o índice subiu 2,13%.

O Banco Central fixa a taxa básica de juros, a Selic, com base no sistema de metas de inflação. Para este ano, a meta central é de 4%. Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Para 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

O mercado financeiro prevê que o IPCA ficará em 1,63% neste ano, isto é, abaixo do piso de 2,5% previsto pelo sistema de metas, e em 3% no ano que vem, abaixo da meta central mas dentro da banda permitida.

Em análise assinada pelo seu economista-chefe, Mario Mesquita, o banco Itaú avaliou que o BC deve reduzir os juros para 2% ao ano nesta quarta-feira por conta, principalmente, de “dados recentes de inflação, que foram mais benignos do que o esperado”.

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