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Economia Mercosul: Lula vê “ciúmes” em Parlamento europeu

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Forma provisória do acordo começará a ser implementada a partir do dia 1º de maio. (Foto: Reprodução)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a ofensiva judicial do Parlamento Europeu contra o acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi feito por “gente ciumenta”. Lula ainda se disse “otimista” sobre o futuro do acordo, mas afirmou que é preciso convencer o judiciário europeu.

“O Parlamento Europeu entrou com recurso na justiça da União Europeia, mas isso não impede que a gente continue negociando. O que é importante é que a gente consiga convencer também a União Europeia que isso é coisa de gente ciumenta que não conhece a qualidade do Brasil e que a gente não quer destruir o produto deles”, afirmou o presidente brasileiro.

Lula também afirmou que, com o acordo em vigor, é preciso rediscutir a importância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no cenário internacional.

O presidente também aproveitou o discurso em uma agenda feita na quinta-feira (23) para alfinetar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, enquanto o norte-americano quer “fazer guerra”, o interesse brasileiro é o de auxiliar países africanos no setor agropecuário.

No mesmo dia, o presidente participou da Feira Brasil na Mesa, realizada no Embrapa Cerrados, na região administrativa de Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que ocorre até o sábado, 25, apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidos a partir da pesquisa agropecuária brasileira.

Perspectivas

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse que as perspectivas para o acordo do Mercosul com a UE são as melhores possíveis e que não haverá dificuldade colocá-lo em prática.

“O acordo entra em vigor em primeiro de maio. Como você disse, um acordo que entra em vigor de maneira provisória, mas não haverá nenhuma dificuldade. Ele vai se consolidar depois”, afirmou.

Ele disse que está se implementando o acordo de forma provisória a partir de 1º de maio, mas que isso será consolidado depois e que o novo bloco será um dos maiores do mundo.

“Talvez nós estejamos na formação do maior bloco econômico formado nos últimos tempos. Estamos falando de 720 milhões de pessoas que estarão conectadas no mesmo comércio. É um acordo de livre comércio”, completou. (Com informações do portal InfoMoney e de O Estado de S. Paulo)

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