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Política O Conselho de Ética da Câmara vai analisar caso Flordelis. Deputada acusada de mandar matar o marido pode perder o mandato

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A deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A deputada é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu nesta quarta-feira (28), por unanimidade, encaminhar para o Conselho de Ética o caso da deputada federal Flordelis (PSD-RJ). O processo no conselho, que ainda não está se reunindo devido à pandemia de coronavírus, pode levar à cassação do mandato da parlamentar.

Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ele foi morto a tiros em junho de 2019. O crime teria sido motivado por questões financeiras.

Desde o início das investigações, Flordelis nega as acusações do Ministério Público e afirma ser alvo de “perseguição”. Por ter imunidade parlamentar, a deputada segue em liberdade, mas, desde o dia 8 deste mês, tem sido monitorada por uma tornozeleira eletrônica. Passaram-se quase três semanas entre a ordem da Justiça para monitorá-la e a instalação do equipamento.

A reunião da Mesa Diretora aconteceu na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O encontro estava previsto para terça (27), mas foi adiado para esta quarta.

Os integrantes da Mesa Diretora aprovaram o relatório do corregedor da Câmara, Paulo Bengtson (PTB-BA), que recomendou o prosseguimento do caso no Conselho de Ética.

No relatório, Bengtson afirmou que os fatos descritos na representação feita à Câmara pelo deputado Léo Motta (PSL-MG), em agosto, e no inquérito policial “constituem indícios suficientes de irregularidades ou de infrações às normas de decoro e ética parlamentar”.

De acordo com Bengtson, os deputados costuram um acordo para aprovar um projeto de resolução no plenário e permitir o trabalho do Conselho de Ética de forma remota.

Próximos passos

Com as atividades interrompidas desde março por causa da pandemia do novo coronavírus, o início da análise do processo pelo Conselho de Ética não será imediato. Ele ainda depende da aprovação de um projeto pelo plenário da Casa, que deverá ser pautado por Maia na semana que vem. A proposta inclui a retomada das reuniões do conselho e de outras três comissões da Câmara, como a de Constituição e Justiça.

Depois de instalado o Conselho de Ética, será sorteado um relator para o caso de Flordelis. Caso o colegiado decida pela cassação da parlamentar, a decisão deve ser referendada pelo plenário da Casa.

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