Domingo, 31 de Maio de 2020

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Saúde Ministério da Saúde amplia indicação para uso de máscaras

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Máscaras eram recomendadas somente para pessoas com sintomas e profissionais da saúde. Agora, Ministério faz ressalvas

Foto: Reprodução
Máscaras eram recomendadas somente para pessoas com sintomas e profissionais da saúde. Agora, Ministério faz ressalvas. (Foto: Reprodução)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse na quarta-feira (01) que máscaras de proteção podem servir como barreiras eficiente para a população em geral contra o coronavírus. A sugestão de Mandetta tem como foco no uso de máscaras alternativas, preservando as máscaras cirúrgicas e as N95 para os profissionais de saúde.

Seguindo orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Ministério da Saúde e a maioria dos especialistas apontavam o risco de um uso irregular das máscaras pela população em geral. Não utilizada da maneira correta, a máscara pode ficar contaminada e expor as pessoas ao coronavírus.

Outra preocupação da pasta era quanto à falta do produto no mercado, já que inúmeros profissionais da saúde denunciavam que não estavam tendo acesso às máscaras e outros itens de segurança individual. A dificuldade na importação dos produtos da China é um ponto de atenção.

As máscaras descartáveis foram recomendadas para uso geral em outras epidemias na Ásia, como a de H1N1, depois que estudos mostraram que o item, quando associado com lavar as mãos e evitar aglomerações, diminuía as transmissões de gripe.

Isso porque, mesmo que seja uma barreira de baixa proteção, ainda é uma barreira, se usada da maneira correta e junto das demais medidas de proteção. Além disso, no caso do coronavírus, como muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas e não sabem que estão com a Covid-19, a máscara para uso geral pode ajudar a conter a transmissão causada pelas pessoas que não têm sintomas.

Um dos motivos pelos quais a máscara pode ser vetor de contaminação é o uso inadequado dela. “As pessoas podem se sentir incomodadas porque não estão acostumadas ao uso, levando as mãos ao rosto com maior frequência e de forma errada”, diz o especialista do Serviço de Alergia/Imunologia Thiago Luiz Bandeira.

Segundo o alergista Marcello Bossois, a máscara também pode desmobilizar as pessoas em relação à higienização periódica das mãos por uma “falsa sensação de maior proteção durante o uso”.

Independentemente de quem fizer uso do acessório, tendo ou não sintomas, a Anvisa alerta que é fundamental higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool 70% antes e após usar a máscara.

Com as mãos lavadas, é preciso colocar a máscara sobre o rosto de modo que cubra tanto queixo quanto nariz; a máscara não pode ficar frouxa no rosto. Para isso, uso o acessório de metal na parte superior da máscara para aderi-la ao nariz para evitar entrada e saída de ar.

Durante uso, não se deve tocar na máscara. Por isso, não é recomendado que se tire e coloque a máscara e nem que ela seja removida durante a fala. Quando for retirar a máscara, a pessoa não deve encostar a mão no tecido, apenas nas alças laterais que ficam acopladas à orelha.

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