Quinta-feira, 24 de Junho de 2021

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Saúde Ministério da Saúde anuncia cadastro com 500 mil profissionais dispostos a atuarem no combate ao coronavírus

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Os primeiros profissionais desse cadastro serão chamados para reforçar o atendimento.

Foto: Tatiana Fortes/GOVCE
Os primeiros profissionais desse cadastro serão chamados para reforçar o atendimento. (Foto: Tatiana Fortes/GOVCE)

O Ministério da Saúde já conta com cerca de 500 mil profissionais de saúde cadastrados e que manifestaram interesse em atuarem no combate ao coronavírus pelo Brasil. Deste total, 394 mil são cadastros de profissionais de 14 áreas da saúde e mais de 103 mil são de estudantes de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia, que fazem parte da iniciativa “O Brasil Conta Comigo”. O total de cadastros já passou de um milhão. São profissionais e estudantes que receberam capacitação online sobre os protocolos clínicos do Ministério da Saúde em relação à Covid-19.

Nesta semana, serão definidos os primeiros profissionais da área de saúde dessa ação que seguirão para Manaus e mais três cidades do Amazonas: Itacoatiara, Tabatinga e Manacapuru. O objetivo é reforçar a capacidade de atendimento à população daquele Estado, em decorrência da pandemia do coronavírus. Serão selecionados profissionais que demonstraram interesse em trabalhar na linha de frente durante a pandemia.

Além disso, 314 estudantes já estão atuando, sob supervisão, em diversas regiões do País. São 128 estudantes de medicina, 105 de enfermagem, 69 de farmácia e 12 de fisioterapia. Eles fazem parte de um cadastro vinculativo, com caráter de compromisso para futuro recrutamento, conforme a necessidade dos gestores do SUS, considerando o atual contexto de emergência em saúde pública de importância internacional e nacional.

Profissionais

O objetivo do cadastro dos profissionais é auxiliar os gestores do SUS (Sistema Único de Saúde) nas ações de enfrentamento à Covid-19. Sendo assim, cabe aos gestores locais o recrutamento destes profissionais. Ao final do curso online de capacitação, o profissional poderá sinalizar se deseja fazer parte das ações de enfrentamento ao coronavírus, assim poderá ser chamado para trabalhar em locais onde há necessidade, conforme a dinâmica da circulação do vírus no território nacional.

Entre os cadastrados, já manifestaram interesse em atuar: 10 mil médicos; 74 mil enfermeiros; 42 mil dentistas; 34 mil farmacêuticos; 51 mil fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais; 33 mil nutricionistas; 34 mil educadores físicos; 38 mil psicólogos; 13 mil de biomédicos; 6 mil fonoaudiólogos; 20 mil veterinários; 10 mil biólogos; 14 mil assistentes sociais; e 9 mil técnicos em radiologia.

Estudantes

Dos 103 mil estudantes cadastrados, 54,2 mil são de medicina, 26,9 mil de enfermagem, 12,6 mil de fisioterapia e 9,5 mil de farmácia. Podem participar alunos matriculados em instituições de ensino superior, públicas e privadas, que integram o sistema federal de ensino, cursando o 5° e 6° ano de Medicina, além de alunos do último ano dos cursos de graduação em Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia.

Os participantes recebem uma bonificação, enquanto durar a medida, de acordo com a carga horária do estágio supervisionado – de 40h no valor de um salário mínimo (R$ 1.045) e de 20h no valor de meio salário mínimo (R$ 522,50). Nesses casos, ainda receberão 10% de pontuação no ingresso em programa de residência do Ministério da Saúde, no prazo de dois anos, além de certificado de participação.

Os alunos do 1° ao 4° ano dos cursos de Medicina e os alunos dos cursos de Farmácia, Fisioterapia e Enfermagem que não estejam cursando o último ano também podem participar da iniciativa. Nesses casos, poderão obter desconto em mensalidade concedida por instituição de ensino superior privada a que esteja vinculado. Todos os alunos são supervisionados por profissionais de saúde de suas respectivas áreas.

Voluntários

Outra forma dos profissionais de saúde atuarem na prevenção e combate ao coronavírus é integrando a Força Nacional do SUS. O Ministério da Saúde avalia a convocação destes profissionais de acordo com o cenário epidemiológico. Os primeiros profissionais já foram reforçar o atendimento nas unidades de saúde do Estado do Amazonas. No total, foram enviados 8 médicos, 20 enfermeiros e 2 fisioterapeutas, temporariamente, após passarem por treinamento, realizado pelo Ministério da Saúde.

O cadastro é aberto para os profissionais do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), os profissionais de saúde dos hospitais universitários, dos institutos nacionais, da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal e dos serviços privados. Até o momento, mais de 8 mil profissionais estão cadastrados, sendo 2.089 enfermeiros; 1.010 psicólogos; 776 técnicos de enfermagem; 855 fisioterapeutas; 493 dentistas; 476 biomédicos; 378 médicos; 208 farmacêuticos; 155 biólogos; dentre outros profissionais.

Neste caso, não existe remuneração, uma vez que trata-se de trabalho voluntário. O Ministério da Saúde é responsável por custear o deslocamento e ajuda de custo, quando o profissional necessitar atuar fora de seu domicílio.

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