Sexta-feira, 24 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de outubro de 2022
O governador afastado reagiu à operação, a qualificado como “encenação” e “fake news travestida de oficialidade”.
Foto: Ascom/ALEO afastamento do governador de Alagoas Paulo Dantas (MDB) foi visto pela ministra do Superior Tribunal de Justiça Laurita Vaz – responsável por assinar a medida – como uma maneira de “estancar atuação de organização criminosa, proteger o patrimônio público e evitar interferências indevidas” nas apurações sobre suposto esquema de “rachadinha”.
A magistrada entendeu que havia “justa causa” para que fossem ordenadas as diligências executadas na segunda etapa da Operação Edema, na terça-feira (11), se dizendo “absolutamente cônscia do gravame que atinge as instituições públicas envolvidas, além dos próprios investigados, dentre eles, o atual Governador, que disputa a eleição para novo mandato”.
Em despacho assinado no dia 5 de outubro, a ministra considerou que as apurações mostraram de “forma bastante contundente” o possível envolvimento de Paulo Dantas “em crimes gravíssimos”, com “impactos incalculáveis” na sociedade. Laurita Vaz destacou dados sobre a posição de Alagoas no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e em listagens sobre a parcela da população em situação de pobreza.
O inquérito se debruça sobre supostos ilícitos praticados desde 2019, mas, segundo Laurita Vaz, há “fartos e robustos indícios de que a atividade da organização criminosa” prosseguiu mesmo após Paulo Dantas assumir o governo do Estado, em maio. Segundo ela, os crimes foram e continuam sendo cometidos “com indizível escárnio, acumulando enormes prejuízos aos cidadãos e às instituições”. Para a relatora, o cenário demandava “pronta resposta” do Judiciário, “com quem repousa a derradeira esperança de corrigir desvios de conduta dessa natureza”.
Além de Paulo Dantas, foram alvo de ordens de afastamento da função pública a mulher do governador, Marina Thereza Dantas, prefeita do município de Batalha; e do cunhado do emedebista, Theobaldo Cavalcanti Lins Neto, prefeito de Major Izidoro. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão preventiva do trio e de outros investigados, mas, seguindo parecer do Ministério Público Federal, a solicitação foi negada por Laurita Vaz.
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça vai analisar a decisão em sessão extraordinária na tarde desta quinta-feira (13).
O governador afastado reagiu à operação, a qualificado como “encenação” e “fake news travestida de oficialidade”, além de afirmar que uma ala da Polícia Federal foi “aparelhada para atender interesses político-eleitorais”.
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Porque nao afastam também os filhos de Bolsonaro, que fazem as mesmas rachadinhas????
Ai Ten Dedo do Artur Lira?
Nossa Pulicia Federal?
Aparelhada Con Governo Federal?
Que Vergonha?
Mais um comparsa do PT que vai para atrás das grades. Só falta o ladrão maior.
Oi, suspeita não é condenação…vejam que gente aparente instruida,como alguns aqui, gostam de condenar os outros antes do julgamento da JUSTIÇA. Típico de direitista marginal. Aqueles que querem tomar o poder, com qualquer custo. Esperar o que, dessa direita corrupta aqui do Brasil???