Domingo, 29 de Março de 2020

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Armando Burd Ministro prefere andar na contramão

Sem a aprovação do decreto, seria preciso bloquear R$ 40 bilhões em despesas, diz Paulo Guedes. (Foto: Divulgação)

Paulo Guedes busca reduzir o estoque da dívida pública da União, que hoje supera 4 trilhões de reais, e determina o pagamento astronômico de juros. A rota é dosar os gastos. Ministros anteriores, confortável e irresponsavelmente, preferiam deixar o problema para o sucessor, enquanto a bola de neve não parava de aumentar.

Perfis diferentes

Muitos comparam a escolha do general Walter Braga Netto para chefia da Casa Civil do Planalto à de Golbery do Couto Silva. Braga Netto tem uma carreira exitosa. Em várias entrevistas, colegas definem o novo ministro como “respeitado pela tropa, durão e experiente”.

As circunstâncias e as funções, porém, são diversas.

Envolvimento político

O general Golbery do Couto Silva, nascido na cidade de Rio Grande, fez oposição ao presidente Getúlio Vargas. Tornou-se o grande teórico do movimento de 1964 e pensador de governos do regime militar. Exerceu a Chefia da Casa Civil, de março de 1974 a agosto de 1981, durante as gestões dos presidentes Ernesto Geisel e João Figueiredo.

Nos bastidores

No discurso de posse como ministro da Justiça, em janeiro de 1981, Ibrahim Abi-Ackel definiu Golbery: “Um homem que prefere sempre as sombras e não as luzes do proscênio.”

O jornalista Elio Gaspari, no livro “As Ilusões Armadas, identificou Golbery como O Feiticeiro.

Influente e discreto

O jornal Estado de São Paulo sempre se referiu à postura anti-linha dura de Golbery. Em um de seus editoriais, afirmou: “Homem que senta junto ao trono para uns; conselheiro do rei para outros; artesão paciente com luminosos poderes mágicos, capazes de determinar ou influenciar eclipses, torrentes ou o estio.”

O ministro Golbery demitiu-se após a tentativa de atentado com bombas no Rio de Janeiro. Deixou encaminhada a reforma política, atingindo o objetivo de dividir a centro-esquerda.

Estado incontrolável

Com atraso, os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, da Justiça, Sérgio Moro, e da Advocacia Geral da União, André Luiz Mendonça, desembarcam hoje em Fortaleza, para acompanhar a tragédia a que a população está sendo submetida.

Queda de braço

Em nome do Senado, o paulista Major Olímpio, do PSL, foi ao Ceará para mediar acordo sobre a paralisação de policiais militares. Afastou a hipótese de anistia para os amotinados. Seu relatório afirmou: “Quem cometeu crime ou indisciplina será punido e perderá a função pública.”

O que é indispensável

Qualquer manual com os princípios do ato de governar inclui: um dos fundamentos da Democracia é a liberdade de coexistirem a diversidade de opiniões e a pluralidade de interesses.

Passo a passo

Na Assembleia Legislativa, número cada vez maior de deputados conclui que não será com slogans e estigmatizações que se resolverão os graves problemas do Estado.

Dúvida e ameaça

Depois da campanha em que prometeu soluções, o presidente Alberto Fernández tira a maquiagem: “Queremos encontrar solução para a dívida argentina sem dar calote.”

Dependerá da boa vontade do presidente Donald Trump.

Encontro esquecido

A 23 de fevereiro de 1986, governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, reuniu-se em São Paulo com o senador Fernando Henrique Cardoso, ainda no PMDB. Trataram da formação de Frente Progressista e da deflagração de campanha pela realização de eleições diretas ao Palácio do Planalto naquele ano.

Múltiplas aplicações

Quem nada em água doce não imagina o que é sede.” (Garcia Lorca).

Diferença

Partido de governo dura quatro anos. Partido de banqueiro se estende pela vida inteira.

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