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Política Ministros repudiam intimidações ao Supremo e à democracia

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Cármen Lúcia, Felso de Mello e Edson Fachin durante sessão.

Foto: Reprodução
Cármen Lúcia, Felso de Mello e Edson Fachin durante sessão. (Foto: Reprodução)

Na abertura da sessão desta terça-feira (16) da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a presidente do colegiado, ministra Cármen Lúcia, expressou preocupação com o cenário que se está buscando construir no palco das relações sócio-políticas do país. Segundo ela, esse cenário nada tem de eventual e espontâneo, pois é instigado e incentivado por poucos cidadãos que se negam a acatar os valores de humanidade, de respeito individual, social e institucional e que “parecem não se preocupar em dificultar a convivência democrática”

Para a ministra, é inaceitável que a experiência de liberdade obtida com a promulgação da Constituição de 1988, consolidada ao longo de três décadas, seja ameaçada pela ação de pessoas descomprometidas com o Brasil, com os princípios democráticos e com os objetivos da República. “Que não se cogite que a ação de uns poucos conduzirá a resultado diferente do que é a convivência democrática; que não se cogite que se instalará algum temor ou fraqueza nos integrantes da magistratura brasileira”, avisou.

A ministra ressaltou que, na qualidade de servidores públicos aos quais a Constituição atribuiu o papel de zelar pelo Estado de Direito, os ministros do Supremo atuam com tranquilidade, mas principalmente com coragem e dignidade, para honrar a Carta Magna e garantir sua aplicação a todos e por todos. “Atentados contra instituições, contra juízes e contra cidadãos que pensam diferente voltam-se contra todos, contra o país”, disse Cármen Lúcia. Segundo ela, não se pode duvidar que o Supremo continuará presente e atuante, cumprindo compromissos institucionais com a República. “O Supremo Tribunal Federal tem um passado a ser reverenciado, e o cidadão brasileiro tem um futuro a ser assegurado, futuro que tem garantia democrática na Constituição”, asseverou.

O ministro Edson Fachin subscreveu as palavras da presidente da Turma e disse que a ministra Cármen Lúcia captou “a necessidade imprescindível que temos de sair da crise sem sair da democracia”.

Para o ministro Celso de Mello, é “inconcebível” que ainda sobreviva, no íntimo do aparelho de Estado brasileiro, um resíduo de forte autoritarismo que cogita desrespeitar decisões judiciais. “Esse discurso não é próprio de um estadista comprometido com o respeito e com a ordem democrática e que se submete ao império da Constituição e das leis da República”, disse o decano. Segundo ele, é preciso resistir com as armas legítimas da Constituição e das leis do Estado brasileiro, porque, sem juízes independentes, jamais haverá cidadãos livres. A declaração completa está disponível no site do STF.

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Edmilson Maia
17 de junho de 2020 01:24

‘ONDE ESTÁ A VERDADE!??’

Vi PRENDEREM Roberto Jefferson(denunciou corrupção no PT) – por ter DENUNCIADO o MENSALÃO(2005) – odiado pela IMPRENSA CORRUPTA!!

Vejo o ÓDIO da IMPRENSA corrupta,.. do STF,.. e do PARLAMENTO COMUNISTA.. contra BOLSONARO (amado pelo povo de bem);

Vejo DEZENAS de honestos sendo PRESOS apenas por apoiarem BOLSONARO (homem honesto);

Por fim, vejo o STF (puxadinho do PT/possui Ministros ex-advogados do PCC) .. soltando MILHARES de CRIMINOSOS e POLÍTICOS LADRÕES.. sem NENHUMA causa justa!??…See more

Fernando Garrido
16 de junho de 2020 23:53

Uma instituição que não se dá o respeito…Agora está usando a Lei de Segurança Nacional, entulho da ditadura….kkkk
Quem diria !!! Nada como um dia depois do outro!

Eddie MegaIrritado
16 de junho de 2020 23:43

Esse pessoal do STF deve habitar numa outra dimensão paralela, numa galáxia distante uns milhões de anos-luz da Terra.. Pois tem horas que parece que não fazem a menor das ideias do que de fato se passa na sociedade brasileira. A narrativa deles não passa de um um script automático, talvez escrito por alguma inteligência artificial alienígena.

Wilmar Souza
16 de junho de 2020 23:03

Ora eles então que julguem e não se metam a querer governar o país sem terem sido eleitos. A grande maioria foi lá colocado pelo PT, então aí está o viés ideológico do STF. Tá bom ou quer mais, cara pálida.

Tecladista Flc
17 de junho de 2020 00:43

A atribuição do STF é:: JULGAR, SER APARTIDÁRIO E RESPEITAR A CONSTITUIÇÃO. o que não deve fazer: INTERFERIR NOS PODERES, INVESTIGAR E PRENDER PESSOAS CONTRÁRIAS AOS SEUS POSICIONAMENTOS, DESRESPEITAR A CONSTITUIÇÃO , E QUERER SER PRESIDENTE DO PAÍS SEM SER ELEITO!!

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