Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
A indústria automotiva está no chão. No pior momento dos últimos 25 anos, o setor está com metade das linhas de produção parada. As montadoras têm capacidade para produzir até 5 milhões de veículos por ano. A situação deve piorar em 2016. Pelas previsões, será o quarto ano seguido de queda nas vendas, e o uso da capacidade deve ficar abaixo de 50%. Nem em 1998-1999, quando o real desvalorizou 53% devido a choques externos, a indústria operou em nível tão baixo.
O recuo no setor automotivo contaminou outros ramos, que estão usando até 60% de capacidade, como máquinas e equipamentos (58%), metalurgia (60%), produtos de metal (54%) e outros equipamentos de transporte (59%), de acordo com levantamento do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). Juntamente com o setor automotivo, eles representam um quarto da indústria brasileira. Somente a cadeia do automóvel responde por 23% do PIB industrial e 5% da economia. “São setores diretamente relacionados à indústria automotiva que lideram a queda, associada à crise do investimento. Esses setores estão muito ociosos porque o resto da indústria não está investindo”, disse Rafael Cagnin, economista do Iedi.
Rodrigo Baggi, economista da Tendências Consultoria, afirmou que a indústria automotiva não sofre revés tão forte desde 1990. O momento só é comparável ao fim daquela década.
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